Mostrando postagens com marcador Espirito Santo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espirito Santo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de junho de 2011

Mãos de fogo do Espírito Santo

O que é um servo de seminário?
Antes de tudo, quero perguntar-lhe: em qual momento da sua vida tudo mudou? Onde uma graça diferente veio sobre ti e o amor de Deus tornou-se algo concreto em sua vida? No seminário de vida no Espírito Santo é a resposta de muitos, momento onde essas pessoas tiveram forte experiência com o amor de Deus.
Imagine só se se não existissem os seminários de vida no Espírito Santo? Como se daria o novo pentecostes na igreja? Hoje, dizem que os seminários não têm mais a mesma força de antigamente, que têm de mudar, pois os tempos são outros. Sim, constato tristemente que os seminários não estão proporcionando uma boa experiência, mas me pergunto se as causas são externas, ou se o Espírito Santo está dormindo, e, até mesmo, veio e já foi embora!
Em tudo isto, vejo que a possível causa seja o fato de que o Espírito Santo já não encontre mais corações que abracem e se abram a ser seus instrumentos para que manifeste seu poder e toque os corações dos homens deste mundo atual.
Foi para melhor servir nos seminários, que o ministério de servos foi criado. O ministério reúne pessoas que se dedicam plenamente em oração e em vida a servirem e serem canais do Espírito Santo nos seminários.
Creio, hoje, que a questão chave dos seminários é encontrar servos que se complementam que se preparam e que, por serem apaixonados por Jesus, são desejosos de fazer o anúncio do Seu reino. Encontrar servos evangelizadores, que fazem da sua vida local de manifestação do Espírito Santo e que, com a autoridade de Deus, transbordam a sua graça com parresia e destemor.
Um exército bem preparado dificilmente perde uma batalha, ainda mais quando a graça de Deus é quem tudo faz, e quando a nós somente cabe o desejo, a abertura, a evangelização, a súplica e a conversão.
Para melhor esclarecer o que é um servo de seminário, vou citar alguns pontos importantes, tais como:
1- Servo de seminário é uma pessoa que possui uma forte experiência com o amor de Deus e a cultiva todos os dias. Sem este cultivo diário, onde somos amados e nos sentimos únicos, dificilmente transbordaremos e deixaremos que as pessoas toquem esse amor encarnado.
2- Servo de seminário tem um forte e concreto desejo de, por gratidão, levar a todos os homens a experiência com o amor de Deus. Tem de ter o carisma de evangelizar, pulsar em suas veias o desejo de anunciar o Ressuscitado que passou pela cruz. Sentir a dor da humanidade e com o Espírito Santo levar o remédio que é CRISTO.
3- Servo de seminário tem de ser uma pessoa de profunda oração! Sem manter a fonte da graça jorrando, não há como ela sobreviver. De forma particular, o servo deve também ter uma relação íntima com a pessoa do Espírito Santo, para, assim, viver e usar com plenitude os carismas do Espírito.
4- Servo de seminário deve ter o coração do bom pastor, deve acolher e cuidar daquela pessoa que Deus o confia no seu início de caminhada. Deve amar ao ponto de dar a vida pela ovelha, ter carisma de pastoreio, vivendo o espírito de sacrifício.
5- Servo de seminário busca a santidade com muita alegria, testemunhando com radicalidade evangélica a vitória do homem espiritual sobre o homem carnal, sendo, assim, testemunha para os mais fracos.
6- Servo de seminário deve ser uma pessoa de maturidade humana, profundamente reconciliada e curada com a sua história, pois irá receber inúmeras pessoas carentes do amor de Deus e marcadas pelo mundo, e, com o carisma de cura, deverá pelo poder do Ressuscitado curar o homem de hoje.
Estes são alguns pontos importantes que todo servo de seminário deve ter. Muitos outros poderíamos abarcar como a alegria, a humildade, o despojamento, a unidade, a obediência e a fé!
Este texto ajudará a você melhor compreender a sua missão dentro do ministério de servos, em oração veja cada ponto e clame a graça do Espírito Santo, sabendo que tudo em nós deve mover para a evangelização, pois, nascemos para evangelizar!
Fernando Parresia

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Igreja supera qualquer barreira porque é universal e Santa

Ao presidir este domingo na Basílica de São Pedro a Missa pela Solenidade de Pentecostes, o Papa Bento XVI assinalou que a Igreja Católica, animada pelo Espírito Santo, sempre é Santa e universal, e por isso supera toda barreira e distinção humana convertendo-se em expressão permanente de unidade e autêntica alegria.

Em sua homilia o Santo Padre assinalou que esta festa é grande de maneira particular na Igreja porque marca depois de 50 dias "o cumprimento do evento da Páscoa, da morte e ressurreição do Senhor Jesus, através do dom do Espírito do Ressuscitado".

Em seguida, o Papa se referiu ao salmo 103 da Missa de hoje, um louvor à criação e disse que com esta passagem "aquilo que deseja dizer-vos a Igreja é isto: o Espírito Criador de todas as coisas e o Espírito Santo que Cristo fez descer do Pai sobre a comunidade dos discípulos são um e o mesmo: criação e redenção se pertencem reciprocamente e constituem, em profundidade, um único mistério de amor e de salvação".

"O Espírito Santo é, antes de tudo, o Espírito Criador e, portanto, Pentecostes é a festa da criação. Para nós, cristãos, o mundo é fruto de um ato de amor de Deus, que fez todas as coisas e das quais Ele se alegra porque é "coisa boa", "coisa muito boa", como recorda-nos a narração da criação”.

“A fé no Espírito Criador e a fé no Espírito que o Cristo Ressuscitado dá aos Apóstolos e dá a cada um de nós estão, portanto, inseparavelmente unidas".

Depois de explicar que é o Espírito Santo quem permite reconhecer a Cristo como Senhor, o Papa explicou que "a expressão "Jesus é o Senhor" pode-se ler nos dois sentidos. Significa: Jesus é Deus, e contemporaneamente: Deus é Jesus. O Espírito Santo ilumina esta reciprocidade: Jesus tem dignidade divina, e Deus tem o rosto humano de Jesus. Deus se mostra em Jesus e, com isso, dá-nos a verdade sobre nós mesmos".

"Deixar-nos iluminar no profundo por essa palavra é o evento de Pentecostes. Recitando o Credo, nós entramos no mistério do primeiro Pentecostes: da desordem de Babel, daquelas vozes que se chocam uma contra a outra, acontece uma radical transformação: a multiplicidade se faz multiforme unidade, do poder unificador da Verdade cresce a compreensão", afirmou.

O Papa disse logo que "o Senhor sopra na nossa alma um novo sopro de vida, o Espírito Santo, a sua mais íntima essência, e, desse modo, acolhe-nos na família de Deus. Com o Batismo e a Crisma, nos é dado este dom de modo específico, e com os sacramentos da Eucaristia e da Penitência, isso se repete continuamente: o Senhor sopra na nossa alma um sopro de vida. Todos os Sacramentos, cada um de maneira própria, comunicam ao homem a vida divina, graças ao Espírito Santo que opera neles".

"Na liturgia de hoje, colhemos ainda uma ulterior conexão. O Espírito Santo é Criador, é ao mesmo tempo Espírito de Jesus Cristo, ainda que o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam um só e único Deus".

Com essa afirmação, prosseguiu Bento XVI, pode-se dizer também que "o Espírito Santo anima a Igreja. Ela não deriva da vontade humana, da reflexão, da habilidade do homem e da sua capacidade organizativa, posto que se assim fosse já há tempos estaria extinta, assim como passa cada coisa humana. Ela é, ao contrário, o Corpo de Cristo, animado pelo Espírito Santo".

As imagens que usa São Lucas do vento e o fogo para referir-se ao Espírito Santo sobre os apóstolos, recordam o Pacto do Monte Sinai: "Assim, o evento de Pentecostes é representado como um novo Sinai, como o dom de um novo Pacto em que a aliança com Israel é estendida a todos os povos da Terra, em que caem todos os obstáculos da velha Lei e aparece o seu coração mais santo e imutável, isto é, o amor que exatamente o Espírito Santo comunica e difunde, o amor que abraça todas as coisas".

"Ao mesmo tempo, a Lei dilata-se, abre-se, também se tornando mais simples: é o Novo Pacto, que o espírito "escreve" nos corações de quanto creem em Cristo. A extensão do Pacto a todos os povos da Terra é representada por São Lucas através de um elenco de populações consideráveis por aquela época", explicou Bento XVI.

Seguidamente o Papa afirmou que “com isso, nos é dita uma coisa muito importante: que a Igreja é católica desde o primeiro momento, que a sua universalidade não é o fruto da inclusão sucessiva de diversas comunidades”.

“Desde o primeiro instante, de fato, o Espírito Santo a criou como a Igreja de todos os povos; essa abraça o mundo inteiro, supera todas as fronteiras de raça, classe, nação; abate todas as barreiras e une os homens na profissão do Deus uno e trino. Desde o início a Igreja é una, católica e apostólica: essa é a sua verdadeira natureza e como tal deve ser reconhecida. Ela é santa, não graças à capacidade dos seus membros, mas porque Deus mesmo, com o seu Espírito, cria-a, purifica-a e santifica-a sempre", afirmou o Pontífice.

O Papa recorda que no Evangelho de hoje os discípulos se alegraram ao ver o Senhor, que é "a alegria mesma, dom do Espírito Santo. Sim, é belo viver porque sou amado, e é a Verdade que me ama".

"Hoje, em Pentecostes, essa expressão é destinada também a nós, porque na fé podemos vê-Lo; na fé Ele vem entre nós e também a nós mostra as mãos e o lado, e nós nos alegramos. Por isso queremos rezar: Senhor, mostra-te! Dá-nos o dom da tua presença, e teremos o dom mais belo: a tua alegria. Amém!", concluiu Bento XVI.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A ARMA MAIS PODEROSA


Veni Creator Spiritus! Vem, Espírito Criador!

Vinde Espírito Criador, as nossas almas visitai
e enchei os corações com vossos dons celestiais.
Vós sois chamados o Intercessor de Deus, excelso Dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.

Sois doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamais.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.

Nosso inimigo repeli, e concedei-nos vossa paz,
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer
que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer.
Amém!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O nome e as designações do Espírito Santo

O NOME PRÓPRIO DO ESPÍRITO SANTO
691. «Espírito Santo», tal á o nome próprio d'Aquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja recebeu este nome do Senhor e professa-o no Baptismo dos seus novos filhos (13).
O termo «Espírito» traduz o termo hebraico « Ruah» que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino (14). Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos «espírito» e «santo».

AS DESIGNAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO
692. Jesus, ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chama-Lhe o «Paráclito», que, à letra, quer dizer: «aquele que é chamado para junto», ad vocatus (Jo 14, 16. 26; 15, 26; 16, 7). «Paráclito» traduz-se habitualmente por «Consolador», sendo Jesus o primeiro consolador (15). O próprio Senhor chama ao Espírito Santo «o Espírito da verdade» (16).
693. Além do seu nome próprio, que é o mais empregado nos Actos dos Apóstolos e nas epístolas, encontramos em S. Paulo as designações: Espírito da promessa (Gl 3, 14; Ef 1, 13), Espírito de adopção (Rm 8, 15: Gl 4, 6), Espírito de Cristo (Rm 8, 9), Espírito do Senhor (2 Cor 3, 17). Espírito de Deus (Rm 8, 9. 14; 15, 19; 1 Cor 6, 11; 7, 40), e em S. Pedro, Espírito de glória (1 Pe 4, 14).

A missão conjunta do Filho e do Espírito

689. Aquele que o Pai enviou aos nossos corações, o Espírito do seu Filho (7), é realmente Deus. Consubstancial ao Pai e ao Filho, é d'Eles inseparável, tanto na vida íntima da Trindade como no seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia o seu Verbo, envia sempre o seu Espírito: missão conjunta na qual o Filho e o Espírito Santo são distintos mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo quem aparece, Ele que é a Imagem visível de Deus invisível; mas é o Espírito Santo quem O revela.

690. Jesus é Cristo, «ungido», porque o Espírito é d'Ele a Unção; e tudo quanto acontece a partir da Encarnação, decorre desta plenitude (8). Finalmente, quando Cristo é glorificado (9), pode, por sua vez, enviar de junto do Pai, o Espírito, aos que crêem n'Ele: comunica-lhes a sua glória (10), quer dizer, o Espírito Santo que O glorifica (11). A missão conjunta desenvolver-se-á, a partir desse momento, nos filhos adoptados pelo Pai no Corpo do seu Filho: a missão do Espírito de adopção consistirá em uni-los a Cristo e fazê-los viver n' Ele:

«A unção sugere... que não há nenhuma distância entre o Filho e o Espírito. Com efeito, do mesmo modo que entre a superfície do corpo e a unção do óleo, nem a razão nem os sentidos encontram qualquer entremeio, assim é imediato o contacto do Filho com o Espírito, de tal modo que aquele que vai tomar contacto com o Filho pela fé, tem que contactar primeiro com o óleo. Com efeito, não há pane alguma que esteja despida do Espírito Santo. É por isso que a confissão do Senhorio do Filho se faz no Espírito Santo para aqueles que a recebem, pois o Espírito vem, de todos os lados, ao encontro daqueles que se aproximam pela fé» (12).

terça-feira, 7 de junho de 2011

Não vos confomeis...



“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.” (Rm 12,2)
Estamos na segunda parte da Carta de São Paulo aos Romanos, em que o Apóstolo descreve a conduta cristã como expressão da vida nova, do verdadeiro amor, da verdadeira alegria e liberdade que Cristo nos doou. É a vida cristã, apresentada como novo modo de enfrentar – com a luz e a força do Espírito Santo – as várias tarefas e problemas com que podemos deparar.
Nesse versículo, estreitamente ligado ao anterior, o Apóstolo mostra o intuito e a atitude fundamentais que deveriam caracterizar todo comportamento nosso: fazer da vida um hino de louvor a Deus, um ato de amor que se prolonga no tempo, buscando constantemente a sua vontade, o que mais lhe agrada.
“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.”
É evidente que, para cumprir a vontade de Deus, em primeiro lugar é preciso conhecê-la. Mas, como o Apóstolo dá a entender, isso não é fácil. Não é possível conhecermos bem a vontade de Deus sem uma luz especial que nos ajude a discernir, nas diversas circunstâncias, o que Deus quer de nós, evitando as ilusões e os erros nos quais facilmente poderíamos cair.
Trata-se daquele dom do Espírito Santo que se chama “discernimento”, indispensável para edificarmos em nós uma mentalidade autenticamente cristã.
“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.”
E como podemos obter e desenvolver em nós esse dom tão importante? Sem dúvida, isso exige um bom conhecimento da doutrina cristã. Mas ainda não é suficiente. Como o Apóstolo sugere, é principalmente questão de vida, é questão de generosidade, de impulso em viver a palavra de Jesus, deixando de lado receios, incertezas e ponderações medíocres. É questão de disponibilidade e de prontidão em cumprir a vontade de Deus. É esse o caminho para termos a luz do Espírito Santo e formarmos em nós a mentalidade nova que esta Palavra requer.
“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.”
Como, então, vamos viver a Palavra de Vida deste mês? Procurando, também nós, merecer a luz necessária para cumprirmos bem a vontade de Deus.
Para tanto, vamos fazer o propósito de conhecer cada vez mais a sua vontade, no modo com que ela se manifesta pela sua Palavra, pelos ensinamentos da Igreja, pelos deveres do nosso estado de vida e assim por diante.
Mas a principal preocupação será com a nossa vivência, pois, como acabamos de ver, é da vida, é do amor que jorra a verdadeira luz. Jesus se manifesta a quem o ama, colocando em prática seus mandamentos. (cf Jo 14,21).
Assim, conseguiremos cumprir a vontade de Deus como o presente mais bonito que temos a lhe oferecer. E este será agradável a Deus, não só por ser expressão do amor, mas também pela luz e pelos frutos de renovação cristã que fará surgir ao nosso redor.

Chiara Lubich

Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em agosto de 1993.
fonte:http://www.focolare.org/pt/news/2011/06/01/giugno-2011/