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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vocações são fruto da evangelização, afirma Papa “É necessário cuidar da vida espiritual dos jovens”




CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 1º de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Uma ação missionária mais incisiva traz como fruto precioso, junto ao fortalecimento da vida cristã em geral, o aumento das vocações de especial consagração.
Isso é o que afirma o Papa Bento XVI em sua mensagem ao Congresso Continental Latino-Americano sobre Vocações, promovido pelo CELAM, que se realiza em Cartago (Costa Rica) desde ontem até o dia 5 de fevereiro.
No texto, e em relação com a mensagem conclusiva da Assembleia de Aparecida, o Papa afirma que "a abundância de vocações é um sinal eloquente de vitalidade eclesial, assim como da forte vivência da fé por parte de todos os membros do Povo de Deus".
A Igreja, explica o Papa, "no mais íntimo do seu ser, tem uma dimensão vocacional". Portanto, "a vida cristã participa também dessa mesma dimensão vocacional que caracteriza a Igreja".
"Na alma de cada cristão, ressoa sempre novamente aquele ‘segue-me' de Jesus aos apóstolos, que transformou para sempre suas vidas", sublinha.
Por outro lado, recordando o convite à grande missão continental, lançado na Assembleia de Aparecida, acrescenta que esta tarefa "requer um número cada vez maior de pessoas que respondam generosamente ao chamado de Deus e se entreguem completamente à causa do Evangelho".
Vida espiritual
Dentro dos fatores que levam ao despertar de uma vocação, o Papa indica especialmente o cuidado da vida espiritual, precisamente porque "a vocação não é fruto de nenhum projeto humano ou de uma hábil estratégia administrativa".
Pelo contrário, trata-se de "uma iniciativa misteriosa e inefável do Senhor, que entra na vida de uma pessoa cativando-a com a beleza do seu amor e suscitando, por conseguinte, uma entrega total e definitiva a esse amor divino".
Por isso, o Papa recorda aos bispos latino-americanos que "é preciso ter sempre presente a primazia da vida do espírito como base de toda programação pastoral".
"É necessário oferecer às jovens gerações a possibilidade de abrir seus corações a uma realidade maior: Cristo, o único que pode dar sentido e plenitude às suas vidas."
"O testemunho fiel e alegre da própria vocação foi e é um meio privilegiado para despertar em tantos jovens o desejo de seguir os passos de Cristo. E, junto a isso, a valentia de propor-lhes com delicadeza e respeito a possibilidade de que Deus também pode chamá-los."
Além disso, acrescenta, a pastoral vocacional "deve estar plenamente inserida no conjunto da pastoral geral, com uma presença capilar em todos os âmbitos pastorais concretos".
"A experiência nos ensina que, onde há uma boa planificação e uma prática constante da pastoral vocacional, não faltam vocações. Deus é generoso, e igualmente generoso deveria ser o empenho pastoral vocacional em todas as igrejas particulares", concl

domingo, 21 de novembro de 2010

Jovem Parresia


A vida é um fantástico campo de experiência, não existe época mais aberta
 do que a juventude.

O jovem tem sempre desejo de algo maior, mais profundo, absoluto.
O desejo pela verdade é o que impulsiona, quer um seguro porto para
estacionar, firmado na necessidade mais profunda de ser amado e amar.



E motivado por esta experiência e o própio caminho de minha vida,
juventude que hoje ainda gozo, vivendo na plenitude com meus 25 anos,
ano da graça ao qual ofereço este Blog.

Jovem Parresia é uma forma de viver, em constante movimento, ousadia,
criatividade, sem barreiras e limites anunciando a experiência mais
autentica e fundamental da vida, o encontro com o Ressuscitado que
passou pela cruz, que comunica sua paz, real, concreta, transformadora.

Este encontro se deu aos meus 17 anos, depois de muito ter buscado
realizar-me com tudo que o mundo oferecia, vivendo no ateísmo, onde
nem mencionava falar o nome de Deus, pois não se fala do que não existe.

Mesmo tendo uma vida estável, apartamento, namorada, dinheiro, festas
e amigos, algo faltava, pois sempre tinha uma inquietação como se não
tivesse tudo, no desejo da felicidade plena fui à busca da verdade.

Mais foi a verdade que a muito me procurava, passando na frente de
uma igreja Católica senti uma voz forte, “entra e me conhece”, ao entrar
a igreja vazia me ajoelhei e sinceramente perguntei: – Jesus, você existe?
Quero a verdade, pois muitos falam em seu nome. Daí por diante a força
do Espírito Santo invadiu meu ser e nunca mais fui o mesmo.

Encontrei o Amor que não passa! A certeza que eu existo, e tomou
inteiramente meu vazio, me fez pleno em tudo, amigos, lazeres, família,
fez um jovem novo que hoje de tão apaixonado é missionário consagrado
da Comunidade Católica Shalom e experimenta a certeza todos os dias
que o Amor de Deus é maior que tudo e todos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

conciência X coerência

Papa convida a deixar Jesus “entrar nas consciências”
Dedica sua catequese a Santa Margarida de Oingt
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 3 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O cristão deve deixar que Jesus entre em sua consciência e ilumine as sujeiras e erros que há nela. Esta é a mensagem que Santa Margarida de Oingt nos transmite ainda hoje, segundo o Papa, que dedicou a ela sua catequese.
Dentro do seu ciclo de autores cristãos medievais, que desde o começo do curso está dedicando a mulheres, o Papa apresentou hoje esta monja francesa pertencente à Cartuxa, aos milhares de peregrinos reunidos na Sala Paulo VI.
Desta autora mística de origem nobre, que viveu no século XIII, há poucos dados biográficos, mas em seus escritos espirituais ela fala do seu próprio caminho de purificação interior, até chegar a ter profundas experiências místicas.
"À primeira vista, esta figura cartusiana medieval, como toda a sua vida, seu pensamento, parecem muito distantes de nós, da nossa vida, da nossa forma de pensar e agir", reconheceu o Papa.
Mas acrescentou: "Se observarmos o essencial desta vida, veremos que também nos diz respeito e que deveria ser tão essencial também em nossa própria existência".
Margarida "concebeu o Senhor como um livro, fixou seu olhar no Senhor, considerando-O como um espelho no qual aparece também sua própria consciência. E a partir deste espelho, entrou luz em sua alma".
Para o Papa, o mérito desta mulher foi que "deixou entrar a palavra, a vida de Cristo, seu próprio ser e assim foi transformada; sua consciência foi iluminada, encontrou critérios, luz e foi purificada".
Cada dia, desde a manhã, "Margarida se dedica ao estudo deste livro. E, quando o observou bem, começa a ler o livro em sua própria consciência, que mostra as falsidades e as mentiras da sua própria vida".
E realizava isso "para fazer que cada dia sua existência estivesse marcada pela confrontação com as palavras e ações de Jesus, com o Livro da vida d'Ele".
"É precisamente disso que nós precisamos: deixar entrar as palavras, a vida, a luz de Cristo em nossa consciência, para que seja iluminada, para que compreenda o que é verdadeiro e bom e o que é mau; que seja iluminada e purificada a nossa consciência."
A sujeira, advertiu, "não está somente nas ruas do mundo. Há lixo também nas nossas consciências e nas nossas almas".
"Só a luz do Senhor, sua força e seu amor é o que nos limpa, nos purifica e nos conduz no caminho reto."
O Papa concluiu exortando os presentes a seguirem a santa "neste olhar dirigido a Jesus. Leiamos no livro da sua vida, deixemo-nos iluminar e limpar, para aprender a vida verdadeira".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Papa conta experiências da sua juventude

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 3 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A guerra e as dificuldades, as próprias dúvidas e o encontro com Jesus são algumas das vivências pessoais que o Papa Bento XVI revive na Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (Madri, 2011), divulgada hoje pela Santa Sé.
Nela, o Papa percorre os anos da sua vocação e propõe sua própria experiência aos jovens, pois as aspirações de um jovem “são as mesmas em todas as épocas” e podem ser resumidas no “desejo de uma vida maior”, que não acabe em “mediocridade”.
Os jovens, “como em toda época, também em nossos dias”, sentem o “profundo desejo de que as relações interpessoais sejam vividas na verdade e na solidariedade”.
“Muitos manifestam a aspiração de construir relações autênticas de amizade, de conhecer o verdadeiro amor, de fundar uma família unida, de adquirir uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz.”
No entanto – afirma o Papa, recordando sua própria juventude -, “vejo que, na verdade, a estabilidade e a segurança não são as questões que mais ocupam a mente dos jovens”.
“Sim, a questão do lugar de trabalho – e, com isso, a de ter o porvir garantido – é um problema grande e urgente, mas ao mesmo tempo a juventude continua sendo a idade na qual se busca uma vida maior.”
O Papa recorda sua juventude, que transcorreu entre a 2ª Guerra Mundial e o imediato período pós-guerra.
“Ao pensar nos meus anos de então, simplesmente, não queríamos perder-nos na mediocridade da vida aburguesada. Queríamos o que era grande, novo. Queríamos encontrar a vida em si, em sua imensidade e beleza.”
Certamente, reconhece, “isso dependia também da nossa situação. Durante a ditadura nacional-socialista e a guerra, estivemos, por assim dizer, ‘presos’ pelo poder dominante. Por isso, queríamos sair, para entrar na abundância das possibilidades de ser homem”.
Contudo, afirma, “este impulso de ir além do habitual está em cada geração. Desejar algo mais que a cotidianidade regular de um emprego seguro e sentir o desejo do que é realmente grande faz parte do ser jovem”.
“Será que se trata somente de um sonho vazio, que se desvanece quando a pessoa se torna adulta? – pergunta-se. Não. O homem, na verdade, foi criado para o que é grande, para o infinito. Qualquer outra coisa é insuficiente.”
Citando um dos seus pensadores favoritos, afirma: “Santo Agostinho tinha razão: nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Deus. O desejo da vida maior é um sinal de que Ele nos criou, de que carregamos o seu selo”.
Dúvidas
A juventude, reconhece o Papa em sua mensagem, é também “uma fase fundamental que pode turbar o ânimo, às vezes durante muito tempo. Pensamos em qual será nosso emprego, como serão as relações sociais, que afetos é preciso desenvolver…”.
Bento XVI volta novamente aos seus anos juvenis e compartilha com os jovens suas próprias vacilações e dúvidas.
“De certa forma, em pouco tempo tomei consciência de que o Senhor me queria como sacerdote. Mas depois da guerra, quando eu me dirigia a esta meta no seminário e na universidade, tive de reconquistar esta certeza”, explica.
“Eu tive de me fazer esta pergunta: realmente é este o meu caminho? É verdadeiramente a vontade do Senhor para mim? Serei capaz de permanecer fiel e estar totalmente à disposição d’Ele, ao seu serviço?”
A decisão do sacerdócio não foi fácil: “Uma decisão assim também causa sofrimento. Não pode ser de outra forma. Mas depois tive a certeza: assim está bem! Sim, o Senhor me quer, e por isso me dará também a força. Escutando-O, estando com Ele, chego a ser eu mesmo. Não importa a realização dos meus próprios desejos, mas a sua vontade. Assim, a vida se torna autêntica”.
Encontro com Jesus
Outro dos “tesouros” da sua juventude que o Papa quis compartilhar foi o dom do encontro pessoal com Jesus, uma “pérola preciosa” que, de alguma forma, ele quis transmitir com seus livros sobre Jesus de Nazaré – cujo segundo volume será publicado na próxima Semana Santa.
“Para muitos, é difícil o acesso a Jesus. Muitas das imagens que circulam de Jesus – e que se fazem passar por científicas – diminuem sua grandeza e a singularidade da sua pessoa”, afirma o Papa.
Por isso, “ao longo dos meus anos de estudo e meditação, fui amadurecendo a ideia de transmitir em um livro algo do meu encontro pessoal com Jesus, para ajudar de alguma forma a ver, ouvir e tocar o Senhor, em quem Deus veio ao nosso encontro para dar-se a conhecer”, acrescenta.
“O encontro com o Filho de Deus proporciona um dinamismo novo a toda a existência. Quando começamos a ter uma relação pessoal com Ele, Cristo nos revela nossa identidade e, com sua amizade, a vida cresce e se realiza em plenitude”, afirma o Papa aos jovens.
“Queridos jovens, aprendei a ‘ver’, a ‘encontrar’ Jesus na Eucaristia, na qual Ele está presente e perto até entregar-se como alimento para o nosso caminho; no sacramento da Penitência, no qual o Senhor manifesta sua misericórdia, oferecendo-nos sempre seu perdão. Reconhecei e servi Jesus também nos pobres e doentes, nos irmãos que estão em dificuldade e precisam de ajuda”, conclui.