sexta-feira, 12 de novembro de 2010

conciência X coerência

Papa convida a deixar Jesus “entrar nas consciências”
Dedica sua catequese a Santa Margarida de Oingt
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 3 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O cristão deve deixar que Jesus entre em sua consciência e ilumine as sujeiras e erros que há nela. Esta é a mensagem que Santa Margarida de Oingt nos transmite ainda hoje, segundo o Papa, que dedicou a ela sua catequese.
Dentro do seu ciclo de autores cristãos medievais, que desde o começo do curso está dedicando a mulheres, o Papa apresentou hoje esta monja francesa pertencente à Cartuxa, aos milhares de peregrinos reunidos na Sala Paulo VI.
Desta autora mística de origem nobre, que viveu no século XIII, há poucos dados biográficos, mas em seus escritos espirituais ela fala do seu próprio caminho de purificação interior, até chegar a ter profundas experiências místicas.
"À primeira vista, esta figura cartusiana medieval, como toda a sua vida, seu pensamento, parecem muito distantes de nós, da nossa vida, da nossa forma de pensar e agir", reconheceu o Papa.
Mas acrescentou: "Se observarmos o essencial desta vida, veremos que também nos diz respeito e que deveria ser tão essencial também em nossa própria existência".
Margarida "concebeu o Senhor como um livro, fixou seu olhar no Senhor, considerando-O como um espelho no qual aparece também sua própria consciência. E a partir deste espelho, entrou luz em sua alma".
Para o Papa, o mérito desta mulher foi que "deixou entrar a palavra, a vida de Cristo, seu próprio ser e assim foi transformada; sua consciência foi iluminada, encontrou critérios, luz e foi purificada".
Cada dia, desde a manhã, "Margarida se dedica ao estudo deste livro. E, quando o observou bem, começa a ler o livro em sua própria consciência, que mostra as falsidades e as mentiras da sua própria vida".
E realizava isso "para fazer que cada dia sua existência estivesse marcada pela confrontação com as palavras e ações de Jesus, com o Livro da vida d'Ele".
"É precisamente disso que nós precisamos: deixar entrar as palavras, a vida, a luz de Cristo em nossa consciência, para que seja iluminada, para que compreenda o que é verdadeiro e bom e o que é mau; que seja iluminada e purificada a nossa consciência."
A sujeira, advertiu, "não está somente nas ruas do mundo. Há lixo também nas nossas consciências e nas nossas almas".
"Só a luz do Senhor, sua força e seu amor é o que nos limpa, nos purifica e nos conduz no caminho reto."
O Papa concluiu exortando os presentes a seguirem a santa "neste olhar dirigido a Jesus. Leiamos no livro da sua vida, deixemo-nos iluminar e limpar, para aprender a vida verdadeira".

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Castidade

Meditando a Ladainha de Nossa Senhora, chegamos à invocação em que Maria é para nós um modelo de castidade: virgem, imaculada, pura e santa!
Castidade é uma daquelas palavras que usamos cada vez menos.
Não admira que alguns jovem nem saibam bem o que significa castidade.

A castidade não indica apenas algo que NÃO devo fazer, mas exatamente uma virtude que DEVO cultivar nos pensamentos e desejos.Para ser casto não basta eliminar toda a malícia, pecados sexuais, impurezas, infidelidades, etc.
É preciso algo mais.
A castidade é o amor vivido do jeito certo.
Ser casto é respeitar a dignidade do corpo, da mente e do coração .
A castidade habilita a pessoa à comunhão.

Permite ver o sexo como um dom maravilhoso que o criador nos deixou para que pudéssemos completar a sua obra gerando e cuidado da vida.
Usar este dom apenas em proveito próprio, como na masturbação, entristece o coração e provoca uma profunda frustração.
A castidade é a irmã da felicidade.

Um casal precisa ser casto.
Esta não é uma virtude apenas para os que fazem “voto de castidade”, como os religiosos e religiosas.

Para viver a castidade é preciso a inteligência de não manter-se próximo do abismo. Ninguém quase-peca.Ou pecamos ou não pecamos.
Se eu sei que em determinado ambiente vou cair. é melhor evitar!
Se não evito, já pequei.

Alguém poderia perguntar: Mas ainda é pecado? O mundo evoluiu!!! A Igreja ainda está nessa? Não se esqueça que o mundo gira. A moda de ontem já passou. A de hoje passará. Promiscuidade e droga estão na moda, mas nem por isso devemos canonizá-las. O crime também está na moda. Faz sucesso nas telas do cinema. Mas isto não é eterno. A libertinagem é um dogma inquestionável dos mundos modernos. Adultério, masturbação, fornicação, pornografia, prostituição, estupro, luxúria, são nomes clássicos do pecado que vem da mesma raiz da “falta de castidade”.

Pecou, confesse!

O bonito ideal da castidade é conquistado com muita luta, mas também com oração. Diante de um momento de tentação será muito útil voltar seu olhar interior para Maria e repetir: Mãe castíssima, rogai por nós!

Padre Joãozinh, scj
fonte:  http://lc4.in/b5dk

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sejam uma geração de santos!

                                 Parte III

                                                  Aquele luz no olhar, de onde vem?

19 de julho de 1989. Chiara enfrenta uma forte hemorragia e quase morre. Nesta ocasião diz: "Não derramem lágrimas por mim. Eu vou para Jesus. No meu funeral não quero pessoas que chorem, mas que cantem forte»".
   Durante a aplicação do soro na veia, Chiara comenta: "O que é esta gota que cai, em comparação com os pregos nas mãos de Jesus?". E acompanha cada gota com um: "por ti, Jesus". Recebe a visita de um cardeal que lhe pergunta: "De onde vem essa luz maravilhosa que você tem nos olhos?". E ela responde: "Procuro amar muito Jesus".
  Algumas vezes acontece algo incomum -, ela pede que os pais não deixem os amigos entrarem em seu quarto. Certo dia explica sua atitude: "Não era sinal de tristeza ou de falta de afeto. Pelo contrário. Eu agia assim porque tinha dificuldade de descer do ponto no qual habitava (com Deus), para depois subir outra vez". Todos os que estavam próximos dela experimentavam uma "atmosfera de paraíso". Escreve aos amigos: "Um outro mundo me esperava e eu não podia fazer outra coisa senão abandonar-me. Mas agora me sinto envolvida por um esplêndido desígnio que pouco a pouco me é revelado".

A festa de núpcias

  Num de seus últimos dias ela diz: "Não peço mais a Jesus que ele venha me buscar para me levar ao paraíso; não quero lhe dar a impressão de que não quero mais sofrer". Não pede mais a saúde, mas a capacidade de fazer a vontade de Deus. Consciente de sua situação, ela mesma prepara com a mãe o funeral, a "festa de núpcias", como costumava dizer. E explica como confeccionar a roupa; escolhe as músicas, as flores, os cantos e as leituras: "Enquanto você estiver me preparando, mamãe, deverá repetir: agora Chiara Luce está vendo Jesus".  
"As expressões desse seu último período, segundo Maria Grazia Magrini, responsável pela coleta do material sobre Chiara Luce para o "processo de beatificação" – se parecem muito com as de Teresinha do Menino Jesus". E lembra uma das últimas frases da santa: "É preciso saber morrer de alfinetadas antes de morrer por golpes de espada".
 
 Domingo, 7 de outubro de 1990, 4h. O momento do encontro com o seu "esposo". Ao seu lado estão o pai e a mãe. Do lado de fora da porta, os amigos. Clima de paz e quase de naturalidade. Suas últimas palavras são dirigidas à mãe: "Tchau. Esteja feliz porque eu estou feliz".
  Duas mil pessoas participam do funeral. Fala-se de paraíso, de alegria, de escolha radical de Deus, segundo o exemplo de Chiara Luce. Na homilia, o bispo diz: "Eis o fruto da família cristã, de uma comunidade de cristãos, o resultado de um Movimento que vive o amor recíproco e tem Jesus em meio".
Os efeitos da sua experiência continuam após a sua morte, naqueles que dela tomam conhecimento, pois sentem-se impulsionados a viver com radicalidade o Evangelho, e a escolher Deus como tudo. É uma "santidade" contagiosa.
  A fama de Chiara Luce se difunde, lentamente mas decididamente. Por iniciativa do bispo ela é declarada "serva de Deus". Agora o processo de beatificação prossegue no Vaticano.

"Sejam uma geração de santos"

A este ponto é espontâneo perguntar: quem é santo nos dias de hoje? Certamente, só Deus é santo. Mas nas Escrituras lê-se: "Sejam santos, porque eu sou santo". Nos Atos dos Apóstolos, os cristãos são chamados simplesmente de "santos". Santo é aquele que reflete a única santidade, a de Deus, manifestando virtudes provadas, caridade sem limites, confiança total em Deus. Então, Chiara Luce parece ser assim.
  Um último aspecto deve ser enfim colocado em relevo. O Cardeal Martini escreve: "A santidade acontece em cachos, não é somente um grão, mas o seu conjunto que se torna fermento, sal da terra, luz do mundo". Chiara Lubich desde o nascimento dos gen, quis popror aos jovens do Movimento um projeto elevado: "Sejam uma geração de santos".

Fonte: http://focolare.org/br/sif/2000/20000314pt_b.html

Não estou acostumado a ver jovens como você...

Parte II

Esporte, afetos e... uma viagem decisiva         

Santo Agostino repetia muito que "o amor nos torna belos". Chiara é, de fato, revestida da beleza evangélica, mesmo se naturalmente já é uma jovem bela. Chiara é uma menina cheia de energia e tem um caráter bem definido. Mas, nas suas fotos o que mais atrai é o seu olhar, nem retraído nem agressivo. Apenas límpido.
 
A adolescência transcorre na normalidade mais absoluta. Em 1985, vai com a sua família para outra cidade a fim de cursar o ginásio. Apesar do empenho, é reprovada na oitava série. Isso a faz sofrer muito.
Muitos rapazes se interessam por ela, mas ela é uma sonhadora. Algumas vezes, olhando para um ou outro, diz à amiga: "Aquele me agrada". Nada além disso.
 
Verão de 1988. Pouco depois de saber que tinha sido reprovada em matemática, acompanha um grupo de crianças, as Gen 4, a um congresso em Roma. Sente o coração apertado por ter sido reprovada, mas não dá sinais de tristeza. Escreve aos pais: "Chegou um momento muito importante: o encontro com Jesus Abandonado. Abraçá-lo não foi fácil; mas esta manhã Chiara Lubich explicou às Gen 4 que ele deve ser o esposo delas".
 
Chiara Badano mantém com Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, uma densa correspondência, ma, sobretudo, um relacionamento intenso e vital até o fim, quando dirá: "Devo tudo a Deus e a Chiara". Quando lhe pediu um "nome novo", um programa de vida, a resposta foi "Chiara Luce", 'Clara Luz'. Era para lembrar que sua vida deveria ser expressão da luz de Deus .

O diagnóstico imprevisível
   
Um fato imprevisível. Ao jogar tênis, Chiara sente uma forte dor no ombro. De início, nem ela nem os médicos dão grande importância. Mas as dores continuam e ela precisa fazer exames mais aprofundados. O diagnóstico: sarcoma osteogênico com metástase, um dos tipos mais graves e dolorosos de tumor. Depois de um longo silêncio, sem choro nem rebelião, Chiara acolhe a notícia com coragem: "Eu vou suportar. Sou jovem", diz. Seu pai comenta, depois: "Tínhamos a certeza de que Jesus estava em nosso meio. Ele nos dava forças". Começa uma profunda transformação, uma rápida escalada à santidade.
   Os tratamentos iniciam e o altruísmo de Chiara chama a atenção. Descuidando-se do repouso, sai da cama e, apesar da dor intensa provocada pela grande calosidade óssea nas costas, se dedica a uma jovem toxicodependente deprimida, acompanhando-a por toda parte: "Depois eu encontro um tempo para dormir", afirmava ela.
E um dos médicos, Antonio Delogu: "Chiara demonstra com seu sorriso, com seus grandes olhos luminosos, que a morte não existe; existe somente a vida".  Nos meses seguintes, Chiara enfrenta duas dolorosas operações. A quimioterapia causa a queda dos cabelos, o que a faz sofrer bastante. A cada cacho de cabelo que perde, repete um simples mas intenso: "Por ti, Jesus". Os pais, sempre presentes, lembram a ela que sob aqueles sofrimentos existe um misterioso desígnio de Deus.
   A um amigo, que partia para uma missão humanitária na África, ela doa todo o dinheiro que havia economizado, dizendo: "Para mim não serve, eu tenho tudo".


Nada de morfina. "Por mais um pouco de tempo, quero dividir a cruz com Ele"
    
Chiara narra como enfrentou uma dolorosa biópsia: "Quando os médicos começaram a fazer a cirurgia - pequena mas muito incômoda -, chegou uma pessoa, uma senhora, com um sorriso muito luminoso; era linda. Aproximou-se de mim, segurou minha mão e infundiu coragem ao meu coração. Do mesmo modo que chegou, também desapareceu: não a vi mais. Fui invadida por uma alegria imensa, e o medo que eu sentia desapareceu. Naquela ocasião entendi que, se estivéssemos sempre prontos a tudo, Deus nos mandaria muitos sinais".
   Aos poucos, Chiara perde os movimentos das pernas. Afirma: "Se eu tivesse que escolher entre caminhar ou ir para o paraíso, escolheria essa última possibilidade". Não há mais esperança de cura. Chega o momento da provação, que é intensa. Mas ela não se rende, ajudada também por Chiara Lubich, que lhe escreve: "Deus tem um amor imenso por você e quer penetrar no íntimo da sua alma e fazer com que você experimente gotas de céu". Apesar das dores intensas, recusa a morfina para se manter consciente de seus atos e explica: "Não quero perder a lucidez, porque a única coisa que posso fazer é oferecer a dor a Jesus. Quero compartilhar com ele, ainda por um pouco, a sua cruz".
   Chiara Luce já se comporta como uma pessoa espiritualmente madura. Um médico, Fabio De Marzi, lhe escreve: "Não estou acostumado a ver jovens como você. Sempre encarei a sua idade como o tempo das grandes emoções, das alegrias intensas, dos grandes entusiasmos. Você me ensinou que esta é, também, a idade de uma maturidade absoluta".
   

Fonte:http://focolare.org/br/sif/2000/20000314pt_b.html

Santidade aos 18 anos

Parte I

  Parecia apenas mais uma entre tantos jovens do Movimento dos Focolares, os "Gen" (Geração Nova). Como vários deles, morreu cedo. Nela percebemos uma certa predileção de Deus. Lemos alguns escritos seus e soubemos do funeral, que foi definido uma "festa de núpcias". Tínhamos rezado por ela e por sua família.
   Mas, seus gestos e palavras voltam regularmente à tona, graças à divulgação feita pelos seus amigos e pelo seu bispo, e graças a seus escritos, sua biografia e um vídeo amador sobre sua história. O fato é que a vida de Chiara Luce Badano continua contagiando milhares de pessoas. Como escreve o Abbé Pierre:"Os santos não estão limitados a um catálogo, e nós, certamente, cruzamos com eles todos os dias". Chiara Badano era uma destes santos da normalidade.

O nascimento tão esperado
    
 Chiara Badano nasce em 29 de outubro de 1971, em Sassello, cidadezinha graciosa no noroeste da Itália, primeira e única filha de Ruggero Badano, caminhoneiro, e Maria Teresa Caviglia, operária, casados há 11 anos. É fácil imaginar a enorme felicidade provocada por esse nascimento. "Mesmo com esta alegria imensa, compreendemos logo – conta a mãe – que ela não era somente nossa filha, mas que era, antes de tudo, filha de Deus". A infância transcorre tranqüila. Porém com uma nota de serenidade incomum. A mãe deixa o trabalho para cuidar da filha. Diálogo e afeto se misturam com momentos em que se deve dizer "não" aos caprichos de Chiara que, querendo ou não, corre o risco de crescer mimada. "Tínhamos consciência desse risco! Por isso, desde os primeiros anos, queríamos deixar as coisas bem claras. Não perdíamos a oportunidade de ajudá-la a fazer as coisas diante de Deus", diz a mãe.

 Algo muito importante
  
Maria Teresa conta um episódio:"Uma tarde ela chega em casa com uma linda maçã vermelha. Questionada, Chiara responde que pegou a fruta no quintal da vizinha. Explico-lhe que ela deve pedir antes de pegar e que, por isso, deve devolver a maçã, pedindo desculpas à vizinha. Mas ela fica acanhada e não quer ir. Insisto: é muito melhor dizer a verdade do que comer uma boa maçã. Então, Chiara procura aquela senhora e lhe explica tudo. À noite, nossa vizinha traz uma cesta de maçãs para Chiara, justificando: "Hoje ela aprendeu algo muito importante".
Aquele encontro aos nove anos
Chiara manifesta muito cedo um caráter generoso. Numa tarefa, quando estava no primeiro ano da escola, escrevendo ao Menino Jesus, não lhe pede brinquedos, mas:"Ajude a vovò Gilda a sarar e todas as pessoas que não estão bem". É conciliadora, embora saiba defender suas idéias e discutir com os pais. Mas esse "rompimento" dura apenas alguns minutos. Uma recordação daquele período: a mãe lhe pede que lave a louça."Não, não quero", responde ela. E vai para o quarto. Logo depois volta e diz:"Como é aquela história do Evangelho, dos dois operários que devem ir à vinha, e um diz que sim, mas não vai, e o outro diz que não, mas vai? Mamãe, me dê o avental". E lava a louça.
  Fatos como estes atestam a educação cristã sólida que recebe, graças também à comunidade paroquial, ao pároco que lhe dá aulas fascinantes de catecismo, e também às amizades que Chiara constrói. Tem um fraco pelas pessoas idosas, e procura ajudá-las.

   Aos nove anos participa de um encontro das Gen 3 (crianças e adolescentes dos Focolares) e conhece o ideal da unidade. Um ano depois, em 1981, seus pais participam do Familyfest, um grande encontro para famílias promovido pelo Movimento. Sua mãe conta: "Voltando para casa, dizíamos que se tivéssemos que responder quando tínhamos casado, responderíamos: quando encontramos este Ideal". Desde aquele momento, a família Badano será um exemplo de respeito, calor e unidade.
   No seu diário, Chiara escreve alguns fatos simples sobre o seu esforço de construir a unidade. Por exemplo:"Uma amiga está com catapora e todos têm medo de visitá-la. Com o consentimento dos meus pais, eu levo todo dia os deveres de casa para que ela não se sinta sozinha". 

Fonte: http://focolare.org/br/sif/2000/20000314pt_b.html

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cairam as escamas de meus olhos...


  Testemunho de Vida
            Desde que nasci fui criada na testemunha de Jeová (TJ). Minha mãe, meu irmão e minha avó são Tj. O meu pai foi católico, mas atualmente ele não tem religião, mas
ele concorda com a religião da minha mãe e também não gostou muito da idéia de que eu fosse para a católica. Tanto a minha mãe, como o meu irmão e minha avó também já foram católicos, mas antes que eu nascesse eles já tinham se convertido para a TJ. Antes da minha conversão, sempre fui muito convicta de que estava na religião certa.Eu falava: "- de todas as religiões que existem,para mim a pior é a católica"!
            Mas como o desígnio de Deus em minha vida foi realizado de modo maravilhoso. Tudo começou quando mudei de escola, um dos maiores colégios aqui de Fortaleza. Nesta mesma sala quem estudava junto comigo, era o Thiago Amâncio( que  Hoje  é da comunidade de vida shalom). Ele foi uma das primeiras pessoas que conheci na sala. E foi ele que me evangelizou.                                                                              
           Com o passar dos dias, fui notando uma diferença nele, em todos os seus assuntos, o modo como ele se comportava, em tudo ele era diferente. Essa parte acho que você já deve ter escutado de outros testemunhos. É quando você olha para aquela pessoa, e diz: "- sim, ele é diferente, é algo nele que o torna deferente”. No seu jeito de falar, os assuntos de que ele falava, a sua conduta, tudo isso me impressionava por ele ser católico!Ora, eu não sabia que existia católicos assim, como ele, e ainda mais sendo JOVEM! Antes de conhecer a Igreja, eu nem sabia que existia renovação carismática, nem comunidade católica e muito menos nunca tinha ouvido falar em Shalom.
Um
certo dia, conversando no intervalo,me disse que fazia parte de uma comunidade católica chamada Shalom. E me fez o convite de ir com ele, conhecer a comunidade. Essa parte foi engraçada porque, no mesmo instante eu pensei: “- rsrsr, jura que eu vou, já to é lá.Deus me livre e guarde de ir pra esse negocio de shalom.                                  
           Mas, ‘como Deus é fiel e não nos abandonará, ’ comecei a desperta o interesse para saber, mas sobre a religião católica, o que era também esse negocia de renovação carismática, cheguei até a começar a ler o começo catecismo da Igreja no site do vaticano. Foi nessa época que comecei a sentir um profundo desejo em meu coração de ter uma intimidade com Deus, assim como eu via que Thiago tinha. Eu não sabia na época porque sentia esse desejo, e quanto mais o tempo passava isso ia aumentando em mim, e eu nem percebia que o eu estava sentido era esse desejo ardente por Deus. E por esse mesmo desejo, fui impulsionada em certa noite a mandar uma mensagem para o celular do dele perguntando o que eu poderia fazer para ser que nem ele íntimo de Deus. Alguns minutos depois ele me respondeu, todo empolgado dizendo que tava muito feliz por mim, e queria falar comigo pessoalmente. Eu fiquei desconfiada, pois eu não pretendia mudar de religião, apenas descobrir o que eu poderia fazer para ser íntima de Deus. Eu queria ir ao shalom, para ver o que as pessoas faziam para serem intimas de Deus. Apenas isso!                                       Quando foi no outro dia no colégio, eu falei com ele, que queria ir para shalom,(queria ver o que  as pessoas faziam no shalom para  serem intimas  de  Deus) mas tinha um pequeno problema: minha mãe não iria deixar. E ele me respondeu: "- mas você consegue..." Até hoje, quando me encontro em alguns conflitos com meus pais, eu me lembro de quando ele me disse isso, e escuto na voz de Deus dizendo para mim que o seu amor supera as minhas franquezas, e eu consigo porque nada para Ele é impossível.
            Comecei a fazer perguntas para Thiago, sobre tudo da Igreja, foi uma forma que encontrei para descobrir o que eu podia fazer para também ser intima de Deus;
Comecei de mansinho nas horas do intervalo quando estávamos conversando, logo depois, fui trazendo “pequenas folhinhas” com 20 a 30 perguntas para ele responder. 7h da manhã lá estava eu entregando as perguntas, e quando era às 12h e 50 mim. Ele me entregava todas respondidas...          Eu comecei ter um susto, porque, o que eu tinha aprendido sobre a católica, tudo que as TJ, falava que era errado, ele estava me explicando que não era assim, era de outro modo, até ai tudo bem, mas isso ia confirmando com o que eu ia vendo na bíblia. E para mim, não foi simplesmente: ''-há puxa que legal tudo que aprendi sobre a católica, das coisas erradas que me ensinaram que eles fazem eu to vendo que é mentirá!Agora eu vou mudar de religião!”Não foi bem assim a minha reação. E no começo, confesso que fiquei desesperada e confusa.
            Queria agora conhecer mais sobre o shalom, o que era essa comunidade católica, a qual nunca tinha ouvido falar... Passei a acessar o site e a ler tudo; Quem somos, onde estamos,fundadores.Quando não acessava o site em casa, era na hora do intervalo do colégio.Eu corria assim que tocava para a sala de informática, acessar no site do shalom,e ficar lendo! A 1° vez que acessei o site descobrir que existia uma rádio do shalom,na época a freqüência ainda era FM 102,9 (hoje é AM 690),PUXA,fiquei também curiosa para escutar a rádio.Na época,eu tinha um mp4,e a 1° vez que sintonizei a radio shalom,era no programa TEMPO DE VIVER com o padre Antonio furtado!aaaa nossa,depois dessa vez,nunca mais deixei de escutar a radio shalom,eu aprendi muito coisa na radio sobre a Igreja!Queria ir pro shalom,queria ser intima de Deus,queria descobrir a verdade,e o que estava acontecendo comigo??eu tinha muita sede de Deus....E sentia necessidade de saciá-la...
            Comecei a escutar a missa na radio shalom aos domingos a noite transmitida do shalom da paz(casa mãe em fortaleza), e também as quintas feiras, uma missa de cura. Um dia, eu descobrir que o Thiago ia pra missa todo dia de manha antes de ir para colégio,a fiquei pensando comigo:''nossa,todo dia?" comecei a assistir a missa todo dia pela televisão,e assim passava a legenda de todas as resposta que a assembléia dá na missa, foi que aprendi também as resposta.Aprendi a rezar também o terço mariano pela radio, e também a rezar o terço da misericórdia com o padre Antonio furtado.As perguntas pro Thiago ficaram mais freqüentes, agora em vez de uma ou duas vezes por semana, era todo dia.
Bom,mas resumindo  a história,minha família sofreu muito com  a  minha  decisão!Mas Deus me deu a graça! Minha mãe, em especial chorou muito, me perguntando o porquê eu tava fazendo aquilo. Muitas vezes eu tentava desisti, mas Deus já havia conquistado meu coração,algumas vezes eu ia para meu quarto, me ajoelhava chorando muito, e começava a pedir perdão a Deus por eu ter pro alguns instantes querer ir para católica.
Lembro-me de certa vez em que, ela falando comigo para que eu voltasse na minha decisão, ela se ajoelhou nos pés de minha cama, e começou a chorar fazendo uma oração, no qual o que mais repetia era: “Deus, ajuda a minha filha.”           
Todas as vezes que eu estava sozinha em casa, procurava escutar a rádio shalom. Comecei a perceber que os locutores falavam muito a respeito, das pessoas ajudarem financeiramente a comunidade, pois ela é sustentada pela providencia de Deus. Aquilo tocava o meu coração de forma que eu pensava: “- puxa, eu não faço nada para ajudar a Igreja, para ajudar aqueles que são missionários, que vivem para trabalhar na vinha do Senhor...” Eu me sentia que, eu nem sequer evangelizava. Foi então que tive uma brilhante idéia. Não iria mais lanchar no colégio! Mas, o que isso tem haver em ajudar os missionários? Passei juntar todo o dinheiro que eu recebia do meu pai, para lanchar no colégio, e pedia para que amigas minhas que também estudavam na escola e era do shalom, coloca-se na coleta da missa no shalom.                         Graças a Deus, que me tirou as escamas de meus olhos para a verdade que me libertou. Hoje sou do  pastoreio do projeto criança,acolhimento, e promoção humana ,meus pais já me respeitam. Crismei-me no dia 21 de novembro de 2009, e neste mesmo dia fiz a minha 1° comunhão. Até o dia de hoje, já recebi Jesus 159 vezes.(até o dia  de hoje,14  de setembro) Sou muito feliz por ser shalom. E estou convicta de que não existe vida melhor, do que a nossa vida, mergulhada nesse infinito amor, que nada pode superar.                                                                                                                               
O que mais me chamada atenção em toda a minha vida, é que mesmo sendo criada na TJ desde o berço, eu fui batizada pela católica, ainda quando bebê, pelo meu tio que é padre. Quando ele me viu, bebê quis logo me batiza, e minha mãe, na época,minha mãe perguntou para o ancião da TJ(um pastor) se tinha algum problema e ele disse que era apenas uma “aguazinha” que ele iria jogar na minha cabeça.Desde bebê Deus já cuidou de me guiar com o seu Espírito Santo, para no momento certo,  realizar esse novo em minha vida.
Sempre na missa, na parte do ofertório, existe duas coisas que sempre oferto a Deus.O meu corpo e o meu sangue,mesmo sabendo que não é precioso, que não tem valor algum, mas me coloco a disposição do Senhor, para perder minha vida por Ele, no anúncio do Seu amor.Já não quero dar a Deus aquilo que posso no meu máximo, mas Tudo quero dar. Aconteça o que acontecer, peço a Deus todos os dias, a sua graça para que  nunca eu venha abandoná-Lo.                                                                                                          As vezes fico rezando me perguntando que amor é esse que Deus tem por mim, que me faz dependente dEle para tudo,que amor é esse que move a fazer qualquer coisas para tentar responder a altura desse sentimento, que amor é esse que quis se fazer “dependente” de mim, que amor é esse que se abaixa a minha pequenez para receber meu pequeno louvor,e adoração que não necessita pois é o supremo de tudo.Que amor é esse, que se deixa encontrar por mim,quais os motivos que Deus tem para me amar? Pois quando volto meu olhar para mim, não consigo enxergar nenhum.                           

“Pai de bondade escreve em minhas lagrimas, em cada uma delas que eu te amo, se assim for, quero sofrer de amor por Ti cada vez mais, para que em cada gota que eu derramar eu possa te dizer que te amo. E te peço daí-me, coragem, para todos os dias com a Tua graça, lutar para que o meu sim seja para sempre. Como Maria, aos pés da tua cruz entregar a minha vida sem nada reter. Torna-me uma filha capaz de te ver. Ajuda-me, Senhor, a viver na luz da tua graça e na força do teu amor. E quando minha vidas caminhar nas trevas, salva-me antes que minhas pobres moedas me façam te perder.Apesar dessas coisas, Senhor, tu és nosso Pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos (Is 64, 7).
Assim seja.”

Luciana de Souza Carvalho.
 PS:  para  receber esse  testemunho na integra  envie seu email para: folhaconvite@bol.com.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Papa conta experiências da sua juventude

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 3 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A guerra e as dificuldades, as próprias dúvidas e o encontro com Jesus são algumas das vivências pessoais que o Papa Bento XVI revive na Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (Madri, 2011), divulgada hoje pela Santa Sé.
Nela, o Papa percorre os anos da sua vocação e propõe sua própria experiência aos jovens, pois as aspirações de um jovem “são as mesmas em todas as épocas” e podem ser resumidas no “desejo de uma vida maior”, que não acabe em “mediocridade”.
Os jovens, “como em toda época, também em nossos dias”, sentem o “profundo desejo de que as relações interpessoais sejam vividas na verdade e na solidariedade”.
“Muitos manifestam a aspiração de construir relações autênticas de amizade, de conhecer o verdadeiro amor, de fundar uma família unida, de adquirir uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz.”
No entanto – afirma o Papa, recordando sua própria juventude -, “vejo que, na verdade, a estabilidade e a segurança não são as questões que mais ocupam a mente dos jovens”.
“Sim, a questão do lugar de trabalho – e, com isso, a de ter o porvir garantido – é um problema grande e urgente, mas ao mesmo tempo a juventude continua sendo a idade na qual se busca uma vida maior.”
O Papa recorda sua juventude, que transcorreu entre a 2ª Guerra Mundial e o imediato período pós-guerra.
“Ao pensar nos meus anos de então, simplesmente, não queríamos perder-nos na mediocridade da vida aburguesada. Queríamos o que era grande, novo. Queríamos encontrar a vida em si, em sua imensidade e beleza.”
Certamente, reconhece, “isso dependia também da nossa situação. Durante a ditadura nacional-socialista e a guerra, estivemos, por assim dizer, ‘presos’ pelo poder dominante. Por isso, queríamos sair, para entrar na abundância das possibilidades de ser homem”.
Contudo, afirma, “este impulso de ir além do habitual está em cada geração. Desejar algo mais que a cotidianidade regular de um emprego seguro e sentir o desejo do que é realmente grande faz parte do ser jovem”.
“Será que se trata somente de um sonho vazio, que se desvanece quando a pessoa se torna adulta? – pergunta-se. Não. O homem, na verdade, foi criado para o que é grande, para o infinito. Qualquer outra coisa é insuficiente.”
Citando um dos seus pensadores favoritos, afirma: “Santo Agostinho tinha razão: nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Deus. O desejo da vida maior é um sinal de que Ele nos criou, de que carregamos o seu selo”.
Dúvidas
A juventude, reconhece o Papa em sua mensagem, é também “uma fase fundamental que pode turbar o ânimo, às vezes durante muito tempo. Pensamos em qual será nosso emprego, como serão as relações sociais, que afetos é preciso desenvolver…”.
Bento XVI volta novamente aos seus anos juvenis e compartilha com os jovens suas próprias vacilações e dúvidas.
“De certa forma, em pouco tempo tomei consciência de que o Senhor me queria como sacerdote. Mas depois da guerra, quando eu me dirigia a esta meta no seminário e na universidade, tive de reconquistar esta certeza”, explica.
“Eu tive de me fazer esta pergunta: realmente é este o meu caminho? É verdadeiramente a vontade do Senhor para mim? Serei capaz de permanecer fiel e estar totalmente à disposição d’Ele, ao seu serviço?”
A decisão do sacerdócio não foi fácil: “Uma decisão assim também causa sofrimento. Não pode ser de outra forma. Mas depois tive a certeza: assim está bem! Sim, o Senhor me quer, e por isso me dará também a força. Escutando-O, estando com Ele, chego a ser eu mesmo. Não importa a realização dos meus próprios desejos, mas a sua vontade. Assim, a vida se torna autêntica”.
Encontro com Jesus
Outro dos “tesouros” da sua juventude que o Papa quis compartilhar foi o dom do encontro pessoal com Jesus, uma “pérola preciosa” que, de alguma forma, ele quis transmitir com seus livros sobre Jesus de Nazaré – cujo segundo volume será publicado na próxima Semana Santa.
“Para muitos, é difícil o acesso a Jesus. Muitas das imagens que circulam de Jesus – e que se fazem passar por científicas – diminuem sua grandeza e a singularidade da sua pessoa”, afirma o Papa.
Por isso, “ao longo dos meus anos de estudo e meditação, fui amadurecendo a ideia de transmitir em um livro algo do meu encontro pessoal com Jesus, para ajudar de alguma forma a ver, ouvir e tocar o Senhor, em quem Deus veio ao nosso encontro para dar-se a conhecer”, acrescenta.
“O encontro com o Filho de Deus proporciona um dinamismo novo a toda a existência. Quando começamos a ter uma relação pessoal com Ele, Cristo nos revela nossa identidade e, com sua amizade, a vida cresce e se realiza em plenitude”, afirma o Papa aos jovens.
“Queridos jovens, aprendei a ‘ver’, a ‘encontrar’ Jesus na Eucaristia, na qual Ele está presente e perto até entregar-se como alimento para o nosso caminho; no sacramento da Penitência, no qual o Senhor manifesta sua misericórdia, oferecendo-nos sempre seu perdão. Reconhecei e servi Jesus também nos pobres e doentes, nos irmãos que estão em dificuldade e precisam de ajuda”, conclui.