quarta-feira, 2 de março de 2011

Médico derruba o mito: A eutanásia não é um pedido dos doentes terminais




Em todos os anos que leva trabalhando com doentes terminais, o médico Jordi Valls -um dos mais destacados peritos espanhóis em cuidados paliativos- nunca recebeu um único pedido de eutanásia.

Em uma entrevista concedida ao jornal ABC, Valls relata os desafios de enfrentar diariamente a morte de seus pacientes, todos doentes terminais, da Fundação Instituto São José, dos Irmãos de São João de Deus, onde dirige a equipe de atenção psicossocial para doentes avançados da Obra Social de La Caixa, que já atendeu onze mil pacientes.

Para Valls a eutanásia não é, "de nenhuma forma", um pedido freqüente. "Trabalhei durante anos em atenção direta a pacientes terminais, e ninguém jamais me pediu a eutanásia. Costuma-se se dizer que o melhor tratamento contra a eutanásia é um bom cuidado paliativo, pois a maioria dos que dizem 'eu não quero viver' resulta que estão dizendo na verdade: 'eu não quero viver desse jeito, e assim que se trata o ‘desse jeito’, habitualmente já se não repete o 'não quero viver'. É preciso ser sensíveis, caridosos, e atender desde o lado mais humanista da medicina", afirma.

O médico sustenta que sua Unidade de Cuidados Paliativos não é um lugar triste. "Ninguém nesta casa nem em nenhum outro centro recebe mais recompensa e cuidados que aqueles que trabalham nela. As pessoas (tanto o doente como seus familiares) sentem-se agradecidas porque os escuta, os acompanha e fazem mais agradável o processo da morte", revela o doutor.

Valls considera que "é injusto morrer sem saber que está morrendo, porque talvez há muitas coisas a serem resolvidas. Cada um gosta de encerrar seus assuntos, e situar a pessoa nesta esfera de realidade pode acrescentar paz a sua morte. Se você, por exemplo, tem uma irmã com quem você não fala há anos e você está morrendo, pois certamente o melhor tratamento que a ser aplicado é ligar para sua irmã, fazer as pazes e ficar tranqüilo. Em cuidados paliativos se aprende que às vezes o melhor tratamento da dor não é a morfina".

Além disso, recorda que "não só é preciso cuidar dos que vão morrer, mas também prestar atenção aos quem sobrevivem. Essa é uma carência que possivelmente os hospitais têm, onde se faz um trabalho de cuidados físicos muito bom, mas muitas vezes nem as necessidades sociais nem as psicológicas estão atendidas. E muito menos as espirituais, sejam de tipo religioso ou não".


fonte:acidigital

O Papa pede que os católicos dominem a linguagem digital para anunciar a Deus na Internet



 VATICANO, 28 Fev.

Ao receber este meio-dia os participantes da assembléia plenária do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, o Papa Bento XVI assinalou que os católicos devem compreender, interpretar e falar a "nova linguagem" dos meios digitais para poder anunciar a Deus na Internet.

Em seu discurso na Sala Clementina do Vaticano aos participantes da plenária que trata, até o dia 3 de março, o tema "Linguagem e comunicação", o Santo Padre disse que "o pensamento e a relação acontecem sempre na modalidade da linguagem, entendida naturalmente no sentido lato, não somente verbal".

Neste sentido, afirmou que "as novas linguagens que se desenvolvem na comunicação digital determinam, por um lado, uma capacidade mais intuitiva e emotiva que analítica, orientam rumo a uma diversa organização lógica do pensamento e do relacionamento com a realidade, privilegiam frequentemente as imagens e as ligações hipertextuais".

"Os riscos que se correm, certamente, estão frente aos olhos de todos: a perda de interioridade, a superficialidade no viver as relações, a fuga na emotividade, o prevalecer da opinião mais convincente com relação ao desejo de verdade".

"E, todavia, essas são consequência de uma incapacidade de viver com plenitude e de maneira autêntica o sentido das inovações. Eis porque a reflexão sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias é urgente", assinalou.

Referindo-se à "cultura digital" e aos desafios que esta expõe, o Papa destacou que "não se trata somente de expressar a mensagem evangélica na linguagem de hoje, mas é preciso ter a coragem de pensar de modo mais profundo, como aconteceu em outras épocas, sobre o relacionamento entre fé, vida da Igreja e as mudanças que o homem está vivendo".

“É o empenho de ajudar a quantos têm responsabilidade na Igreja a estarem capazes de compreender, interpretar e falar a "nova linguagem" dos media em função pastoral, em diálogo com o mundo contemporâneo, perguntando-se: quais desafios o assim chamado "pensamento digital" coloca à fé e à teologia? Quais demandas e exigências?".

"O mundo da comunicação interessa a todo o universo cultural, social e espiritual da pessoa humana. Se as novas linguagens têm um impacto sobre o modo de pensar e viver, isso diz respeito, de algum modo, também ao mundo da fé, à sua inteligência e à sua expressão. A teologia, segundo uma clássica definição, é inteligência da fé, e sabemos bem como a inteligência, entendida como consciência refletida e crítica, não é estranha às mudanças culturais em curso".

"A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e de escutar uma linguagem simbólica que fale de transcendência. Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar os elementos da cultura e do ambiente do seu tempo: as ovelhas, os campos, o banquete, as sementes e assim por diante".

"Hoje –continuou o Papa- somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ajudar a falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo”.

Segundo o Papa, é exatamente "o apelo aos valores espirituais que permitirá promover uma comunicação verdadeiramente humana: para além de todo o fácil entusiasmo ou ceticismo, sabemos que essa é uma resposta ao chamado impresso na nossa natureza de sermos criados à imagem e semelhança do Deus da comunhão".

"A contribuição dos crentes, portanto, poderá ser a de auxiliar o próprio mundo dos media, abrindo horizontes de sentido e de valores que a cultura digital não é capaz de, sozinha, perceber e representar".

Finalmente o Papa recordou ao Pe. Matteo Ricci, "protagonista do anúncio do Evangelho na China na era moderna, do qual celebramos o IV centenário da morte. Na sua obra de difusão da mensagem de Cristo, considerou sempre a pessoa, o seu contexto cultural e filosófico, os seus valores, a sua linguagem, colhendo tudo aquilo que de positivo se encontrava na sua tradição, e oferecendo-se para animá-la e elevá-la com a sabedoria e a verdade de Cristo".


Fonte : ACI Digital

MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA parte 3

   3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
    
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permitenos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
    
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Vaticano, 4 de Novembro de 2010
BENEDICTUS PP. XVI



Fonte:Zenit

MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA parte 2

  2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
  
 
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Ef 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça deDeus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.
 
 O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».
 
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.
 
 
O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos. 

Fonte:Zenit

MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA parte 1


«Sepultados com Ele no baptismo,
foi também com Ele que ressuscitastes» (cf.
Cl 2, 12)
 
Amados irmãos e irmãs!
 
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
 
      1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 1011). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
      
Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.




Fonte: Zenit

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Porque ficar calado?

Ao meditar o evangelho de Marcos 07,31-37,
contemplo o milagre da cura de um mudo, na tradução da
minha bíblia TEB, diz que era uma pessoa que falava com
dificuldade, tinha a língua presa.
Olhando este mudo, veio a minha mente quem
poderia ser ele? Necessitado de cura? Poderia encaixar
todos aqueles que vivem a fé cristã e não anuncia? Que
conhece Jesus mais não evangeliza devido estar com a
língua e coração preso a si mesmo?
O evangelho continua com Jesus tomando a
pessoa para o lado, curando primeiro com o dedo sobre
seus ouvidos, pois se falava com dificuldade devia ser
que escutava assim também. Se não ouvimos bem na
meditação da palavra de Deus, de que forma iremos
proclamar? Diversas vezes presenciei pessoas que usavam
a Bíblia para tirar apenas o que agradava, ou condenar
alguns para o inferno e acusar de idolatria....
É preciso acolher na integra e pregar da mesma
forma! No fim Jesus pega da própria saliva, coloca na boca
do mudo, proclama a palavra "Effata” abra-te e sua língua
desenrola.
Seria o que este “abre-te”? Talvez um olha, escuta e prega
de maneira nova? A saliva o próprio Espírito Santo que
tem a missão da graça sobre nós? Sei que Jesus nesta
palavra pediu para o homem silenciar devido o segredo
messiânico manifestado depois na cruz, mesmo assim esta
pessoa saiu gritando dando gloria a Deus. Nos dias atuais
Jesus pede para anunciarmos sem temor e com parresia,
infelizmente silenciamos, que coisa estranha né?
Que tenhamos a coragem e dizer “Effata” para
muitos que dentro da igreja precisam se abrir ao anuncio
do evangelho.

Fernando Parresia
Consagrado da Comunidade de Vida Shalom

Shalom: uma resposta para o mundo de hoje.



Hoje Jesus contemplo a graça na qual a Trindade Santa manifesta a
mistério da eleição, vendo a proclamação de São Pedro em Mt 16,13-19,
logo em seguida Tu Senhor que profetiza sobre sua missão e eleição de ser
pedra da edificação da tua igreja na terra, pois assim foi da vontade do Pai
revelar a este pobre pescador que “Tu és o Cristo”.
Dia onde a Comunidade Católica Shalom completa 04 anos do seu
reconhecimento pontifício, como um Carisma útil para Tua Igreja.
Contemplo o dom da minha eleição, sabendo que sou Shalom, “não por
obra da carne, nem do sangue” mais sim por ter sido escolhido desde toda
eternidade para esta magnífica vocação.
Este é o meu Carisma, minha via de santidade, onde encontro o
sentido de existir, Tu me chamaste a “ser Igreja missionária, contribuindo
para unidade de todos os homens na verdade (tão atacada e relativizada nos
dias atuais) no amor (como o homem sofre e carece deste fundamento da
vida)” pedido pela boca do amado Santo Padre Papa Bento XVI, sucessor
de S. Pedro.
Jesus envia-me hoje novamente para “ir a todos os ambientes da vida
humana, entrar em todos os espaços” deixando que a tua luz e gloria
resplandeça.
Faz-me fiel a toda potencialidade do Carisma, sempre acolhendo e
aprofundando a riqueza deste tesouro que trago em mim. Que com muita
gratidão e ainda mais generosidade, com um coração convertido me oferte
a toda humanidade.
Maria Santíssima ensine-me a amar e viver na fidelidade
incondicional a Cristo e sua Igreja continuando sempre levando ao homem
o Shalom do Pai.
Renove Jesus o ardor e amor esponsal de todos que elegeste Shalom.

Fernando Parresia
Consagrado da Comunidade de Vida Shalom