A Procuradoria solicitou à Fiscalização e ao Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF) que investiguem as fotografias publicadas na última edição da revista SOHO de supostos menores de idade nus junto a homens disfarçados de sacerdotes.
As polêmicas imagens formam parte de uma sessão do fotógrafo Mauricio Vélez e são apresentadas pela SOHO no artigo chamado "Deixem que as crianças venham para mim" que é oferecido em sua capa como "fotografias de sacerdotes pedófilos".
Conforme informa a Procuradoria no seu site, a Procuradora Delegada para a Defesa dos Direitos da Infância, a Adolescência e a Família, Ilva Miryam Hoyos Castañeda, solicitou à Fiscalização e ao ICBF que investiguem os fatos relacionados com a elaboração, publicação e divulgação do artigo em questão.
As imagens mostram "um grupo de supostos menores de idade nus que estão sendo apresentados ou tocados por um homem vestido de sacerdote ou bispo". As fotografias formam parte da exposição "Metade anjos, metade demônios" de Vélez que atualmente está sendo exibida no hotel The Charlee Lifestyle de Medellín.
A Procuradora Delegada recordou que o Código da Infância e a Adolescência impõe aos meios de comunicação que "se abstenham de realizar transmissões ou publicações que atentem contra a integridade moral, psíquica ou física dos menores, que incitem à violência, que façam apologia de fatos delitivos ou contravenções, ou que contenham descrições morbosas ou pornográficas".
"Para a Procuradora Delegada, a elaboração, publicação e difusão de fotografias onde se mostra um grupo de menores de idade, ou de maiores de idade que atuam como menores, que estão sendo apresentados ou tocados por um suposto 'pedófilo', representam uma suposta violação ao dever de responsabilidade que corresponde à revista SOHO para com os meninos, as meninas e os adolescentes, e poderia implicar a eventual atualização de condutas delitivas; por esta razão foi requerida a intervenção das autoridades competentes", afirma o sítio Web.
Nota da Redação
FONTE: ACI digital
um lugar para partilhar a experiência com o amor mais forte e radical da nossa vida , com a pessoa do Ressuscitado que passou pela Cruz Jesus Cristo
sexta-feira, 25 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Bispos dos EUA esclarecem que grupo gay "New Ways Ministry" não é católico
Os bispos americanos advertiram aos fiéis que o grupo New Ways Ministry se apropriou indevidamente do nome de "católico" não goza do reconhecimento da Igreja no país porque difunde uma postura sobre a homossexualidade que não coincide com a doutrina católica.
New Ways Ministry publicou há poucos dias um folheto em inglês de 45 páginas chamado "Matrimônio: Uma aproximação católica positiva", do autor Francis DeBernardo, no qual desafia o ensino da Igreja sobre o matrimônio e assegura que os leigos católicos apóiam as uniões homossexuais.
Os presidentes do Comitê de Bispos para a Doutrina e o Comitê Especial para a Defesa do Matrimônio, Cardeal Donald Wuerl e Dom Salvatore Cordileone, reafirmaram a declaração assinada pelo Cardeal Francis George no dia 12 de fevereiro de 2010 na qual se descarta que a posição proposta pelo New Ways Ministry se apóie na doutrina católica.
Em uma nota de 11 de março, os dois bispos recordaram que New Ways Ministry com sedeem Mount Rainier , Maryland, se descreve como "um ministério gay-positivo que busca promover e fazer dos católicos gays e lésbicas" mas desde sua fundação em 1977, expuseram sérias dúvidas sobre sua aderência ao ensino da Igreja sobre a homossexualidade.
Em 1984, o Arcebispo de Washington negou ao New Ways Ministry qualquer autorização ou aprovação oficial de suas atividades como organização católica e se proibiu aos seus co-fundadores, a Irmã Jeannine Gramick, SSND, e o Padre Robert Nugent, de seguirem com suas atividades na Arquidiocese de Washington.
Em1999 a Congregação para a Doutrina da Fé, declarou que devido aos enganos e ambigüidades no enfoque da Irmã Gramick e do Padre Nugent, estes dois religiosos ficaram permanentemente proibidos de qualquer trabalho pastoral com homossexuais.
Os bispos recordaram que o problema central no New Ways Ministry é "a falta de adesão da organização à doutrina da Igreja sobre a moralidade dos atos homossexuais".
New Ways Ministry recentemente criticou os esforços da Igreja para defender a definição tradicional do matrimônio como a união entre um homem e uma mulher e insistiu que os católicos apóiem as iniciativas eleitorais a favor do "matrimônio" gay.
"Ninguém deve deixar-se enganar pela afirmação de que o New Ways Ministry oferece uma interpretação autêntica da doutrina católica e uma autêntica prática pastoral católica".
"Sua pretensão de ser católico só confunde os fiéis sobre o ensino autêntico e o ministério da Igreja sobre as pessoas com inclinação homossexual".
"Em conseqüência, quero deixar claro que, igual que outros grupos que dizem ser católicos mas negam aspectos centrais do ensino da Igreja, o New Ways Ministry não tem autorização ou o reconhecimento da Igreja Católica e que não pode falar em nome dos fiéis católicos nos Estados Unidos", sustentou o Cardeal George em 2010.
FONTE: ACI DIGITALNew Ways Ministry publicou há poucos dias um folheto em inglês de 45 páginas chamado "Matrimônio: Uma aproximação católica positiva", do autor Francis DeBernardo, no qual desafia o ensino da Igreja sobre o matrimônio e assegura que os leigos católicos apóiam as uniões homossexuais.
Os presidentes do Comitê de Bispos para a Doutrina e o Comitê Especial para a Defesa do Matrimônio, Cardeal Donald Wuerl e Dom Salvatore Cordileone, reafirmaram a declaração assinada pelo Cardeal Francis George no dia 12 de fevereiro de 2010 na qual se descarta que a posição proposta pelo New Ways Ministry se apóie na doutrina católica.
Em uma nota de 11 de março, os dois bispos recordaram que New Ways Ministry com sede
Em 1984, o Arcebispo de Washington negou ao New Ways Ministry qualquer autorização ou aprovação oficial de suas atividades como organização católica e se proibiu aos seus co-fundadores, a Irmã Jeannine Gramick, SSND, e o Padre Robert Nugent, de seguirem com suas atividades na Arquidiocese de Washington.
Em
Os bispos recordaram que o problema central no New Ways Ministry é "a falta de adesão da organização à doutrina da Igreja sobre a moralidade dos atos homossexuais".
New Ways Ministry recentemente criticou os esforços da Igreja para defender a definição tradicional do matrimônio como a união entre um homem e uma mulher e insistiu que os católicos apóiem as iniciativas eleitorais a favor do "matrimônio" gay.
"Ninguém deve deixar-se enganar pela afirmação de que o New Ways Ministry oferece uma interpretação autêntica da doutrina católica e uma autêntica prática pastoral católica".
"Sua pretensão de ser católico só confunde os fiéis sobre o ensino autêntico e o ministério da Igreja sobre as pessoas com inclinação homossexual".
"Em conseqüência, quero deixar claro que, igual que outros grupos que dizem ser católicos mas negam aspectos centrais do ensino da Igreja, o New Ways Ministry não tem autorização ou o reconhecimento da Igreja Católica e que não pode falar em nome dos fiéis católicos nos Estados Unidos", sustentou o Cardeal George em 2010.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Usam drama de uma mulher em coma para introduzir a "eutanásia passiva" na Índia
O Tribunal Supremo da Índia negou a uma ativista pró-eutanásia um pedido para terminar com a vida de uma mulher em coma há 37 anos, mas em sua sentença aceitou a possibilidade de que se introduza no país a chamada "eutanásia passiva" e deu luz verde ao Poder Legislativo para que legisle sobre este tema.
A jornalista hindu Pinki Virani pediu uma ordem judicial para que aplicar a eutanásia a Aruna Shanbaug, uma enfermeira que ficou em estado de inconsciência permanente desde 1973, depois de ser estuprada e estrangulada por um trabalhador de limpeza do hospital em que trabalhava.
A Corte determinou no dia 7 de março que Virani não tem um vínculo forte com Shanbaug, abandonada por sua família no hospital da tragédia, e não teve reconhecido o direito de fazer um pedido sobre a vida da mulher.
Entretanto, o Tribunal determinou em seu veredicto que os pacientes terminais podem receber "eutanásia passiva em casos excepcionais, com aprovação dos tribunais", em uma sentença que apresenta jurisprudência, porque na Índia não existe uma lei sobre este tema.
A chamada "eutanásia passiva" consiste em causar a morte dos pacientes suprimindo meios de subsistência fundamentais como a alimentação e a hidratação.
No caso de Shambaug, a corte decidiu que os médicos e enfermeiras que a atendem teriam o poder de decisão sobre sua vida. Entretanto, estes profissionais anteciparam que não desejam terminar com a vida da mulher a que atendem com admirável carinho e dedicação há décadas no hospital KEM de Bombay.
No ano2001, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma declaração sobre a eutanásia em que esclarece que "subministrar alimento e água, inclusive por via artificial, é, em princípio, um meio ordinário e proporcional para a conservação da vida".
"Portanto é obrigatório na medida e enquanto se demonstre que cumpre sua própria finalidade, que consiste em procurar a hidratação e a nutrição do paciente. Desse modo se evita o sofrimento e a morte derivados da inanição e da desidratação".
Além disso, recorda que "um paciente em 'estado vegetativo permanente' é uma pessoa, com sua dignidade humana fundamental, por isso deve receber os cuidados ordinários e proporcionais, que incluem, em princípio, o fornecimento de água e mantimentos, inclusive por vias artificiais".
A jornalista hindu Pinki Virani pediu uma ordem judicial para que aplicar a eutanásia a Aruna Shanbaug, uma enfermeira que ficou em estado de inconsciência permanente desde 1973, depois de ser estuprada e estrangulada por um trabalhador de limpeza do hospital em que trabalhava.
A Corte determinou no dia 7 de março que Virani não tem um vínculo forte com Shanbaug, abandonada por sua família no hospital da tragédia, e não teve reconhecido o direito de fazer um pedido sobre a vida da mulher.
Entretanto, o Tribunal determinou em seu veredicto que os pacientes terminais podem receber "eutanásia passiva em casos excepcionais, com aprovação dos tribunais", em uma sentença que apresenta jurisprudência, porque na Índia não existe uma lei sobre este tema.
A chamada "eutanásia passiva" consiste em causar a morte dos pacientes suprimindo meios de subsistência fundamentais como a alimentação e a hidratação.
No caso de Shambaug, a corte decidiu que os médicos e enfermeiras que a atendem teriam o poder de decisão sobre sua vida. Entretanto, estes profissionais anteciparam que não desejam terminar com a vida da mulher a que atendem com admirável carinho e dedicação há décadas no hospital KEM de Bombay.
No ano
"Portanto é obrigatório na medida e enquanto se demonstre que cumpre sua própria finalidade, que consiste em procurar a hidratação e a nutrição do paciente. Desse modo se evita o sofrimento e a morte derivados da inanição e da desidratação".
Além disso, recorda que "um paciente em 'estado vegetativo permanente' é uma pessoa, com sua dignidade humana fundamental, por isso deve receber os cuidados ordinários e proporcionais, que incluem, em princípio, o fornecimento de água e mantimentos, inclusive por vias artificiais".
Declaração sobre a chamada "Pílula do día seguinte"
Pontifícia Academia para a Vida
Como é comumente conhecida, a chamada pílula do dia seguinte recentemente foi posta à venda nas farmácias da Itália. Ela é um bem-conhecido produto químico (de tipo hormonal) que freqüentemente — mesmo na semana passada — tinha sido apresentado por muitos da área e pelos meios de comunicação de massa como um simples contraceptivo ou, mais precisamente, como um "contraceptivo de emergência", que se usado dentro de um curto tempo depois de um ato sexual presumivelmente fértil, deveria unicamente impedir a continuação de uma gravidez indesejada. As reações críticas inevitáveis daqueles que levantaram sérias dúvidas sobre como esse produto funciona, em outras palavras, que sua ação não é meramente "contraceptiva", mas "abortiva", receberam rapidamente a resposta de que tais preocupações mostravam-se sem fundamento, uma vez que a pílula do dia seguinte tem um efeito "anti-implantação", deste modo implicitamente sugerindo uma clara distinção entre o aborto e a intercepção (impedimento da implantação de um ovo fertilizado, isto é, o embrião, na parede uterina). Considerando que o uso deste produto diz respeito a bens e valores humanos fundamentais, a ponto de envolver as origens da própria vida humana, a Pontifícia Academia para a Vida sente a responsabilidade premente e a necessidade definitiva de oferecer alguns esclarecimentos e considerações sobre o assunto, reafirmando, além disso, as já bem conhecidas posições éticas sustentadas por precisos dados científicos e reforçadas pela Doutrina Católica.1. A pílula do dia seguinte é um preparado a base de hormônios (pode conter estrogênio, estrogênio/progestogênio ou somente progestogênio) que, dentro de e não mais do que 72 horas após um ato sexual presumivelmente fértil, tem uma função predominantemente "anti-implantação", isto é, impede que um possível ovo fertilizado (que é um embrião humano), agora no estágio de blástula de seu desenvolvimento (cinco a seis dias depois da fertilização) seja implantado na parede uterina por um processo de alteração da própria parede. O resultado final será assim a expulsão e a perda desse embrião. Somente se a pílula fosse tomada vários dias antes do momento da ovulação poderia às vezes agir impedindo a mesma (neste caso ela funcionaria como um típico "contraceptivo"). De qualquer forma, a mulher que usa esse tipo de pílula, usa pelo medo de poder estar em seu período fértil, e assim pretende causar a expulsão de um possível novo concepto; sobretudo não seria realista pensar que uma mulher, encontrando-se na situação de querer usar um contraceptivo de emergência, pudesse saber exatamente e oportunamente seu atual estado de fertilidade.
3. É claro, então, que a comprovada ação "anti-implantação" da pílula do dia seguinte é realmente nada mais do que um aborto quimicamente induzido. Não é intelectualmente consistente nem cientificamente justificável dizer que não estamos tratando da mesma coisa. Além disso, parece suficientemente claro que aqueles que pedem ou oferecem essa pílula estão buscando a interrupção direta de uma possível gravidez já em progresso, da mesma forma que no caso do aborto. A gravidez, de fato, começa com a fertilização e não com a implantação do blastocisto na parede uterina, que é o que tem sido implicitamente sugerido.
4. Consequentemente, do ponto de vista ético, a mesma absoluta ilegalidade dos procedimentos abortivos também se aplica à distribuição, prescrição e uso da pílula do dia seguinte. Todos os que, compartilhando ou não a intenção, cooperam diretamente com esse procedimento, são também moralmente responsáveis por ele.
5. Uma outra consideração deveria ser feita com respeito ao uso da pílula do dia seguinte em relação à aplicação da Lei 194/78, que na Itália regula as condições e procedimentos para a interrupção voluntária da gravidez. Dizer que a pílula é um produto "anti-implantação", em vez de usar o termo mais transparente "abortivo", torna possível evitar todos os procedimentos obrigatórios requeridos pela Lei
6. Finalmente, como tais procedimentos estão-se tornando mais disseminados, nós encorajamos fortemente a todos os que trabalham nesse setor a fazer uma firme objeção de consciência moral, o que gerará um testemunho prático e corajoso do valor inalienável da vida humana, especialmente em vista das novas formas ocultas de agressão contra os mais fracos e mais indefesos indivíduos, como é o caso de um embrião humano.
Cidade do Vaticano, 31 de outubro de 2000.
Bento XVI: sacerdócio é vocação “full-time”
Durante seu encontro com párocos de Roma
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 11 de março de 2011 (ZENIT.org) - O sacerdócio não é uma profissão que se realiza apenas durante uma parte do dia, mas uma vocação em tempo integral e perene. Esta foi a ideia destacada pelo Papa Bento XVI ontem de manhã, durante o tradicional encontro com os sacerdotes da diocese de Roma no início da Quaresma, realizado no Vaticano.
"Padre não se é em tempo parcial, mas sempre, com toda a alma e com todo o nosso coração", disse ele, segundo a Rádio Vaticano.
"Este ser com Cristo e ser embaixadores de Cristo, este ser para os outros é uma missão que permeia nosso ser e deve penetrar na totalidade do nosso ser", acrescentou.
Fidelidade e serviço
O Pontífice deu uma profunda lectio divina, inspirada no capítulo 20 dos Atos dos Apóstolos, no qual São Paulo fala aos anciãos de Éfeso, e insistiu no significado do serviço e da fidelidade que devem motivar o sacerdote.
O serviço, disse ele, requer uma humildade que não é uma exibição de "falsa modéstia", mas amor pela vontade de Deus, que é preciso anunciar sem "criar a ideia de que o cristianismo é um pacote enorme de coisas para aprender".
O sacerdote, de fato, "não prega um cristianismo à la carte, de acordo com seus próprios gostos, pregando um Evangelho segundo suas próprias ideias favoritas, segundo suas próprias ideias teológicas".
"Ele não deixa de anunciar toda, toda a vontade de Deus, também a vontade incômoda, também os temas que pessoalmente não agradam tanto."
Conversão e vida espiritual
Na Quaresma que acaba de começar, o Papa também falou da conversão, entendida principalmente como uma mudança de mente e coração, não se centrando nas coisas do mundo, tal como se apresentam, mas na presença de Deus no mundo.
"Não percamos o zelo, a alegria de ser chamados pelo Senhor", exortou.
"Deixemos que nossa juventude espiritual se renove", acrescentou ele, pedindo para preservar "a alegria de caminhar com Cristo até o fim, de ‘chegar até o fim da corrida', sempre com o entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço".
Igualmente, exortou a estar "atentos também à nossa vida espiritual, ao nosso ser com Cristo".
"Orar e meditar sobre a Palavra de Deus não é tempo perdido para o cuidado das almas - disse ele -, mas sim a condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e, assim, falar em primeira mão do Senhor para os outros."
"Apesar das dificuldades que a Igreja enfrenta, continuou, não devemos perder a esperança."
"A verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais forte do que todas as forças adversas."
"É com esta alegria, com esta certeza interior, que começamos o nosso caminho (...), nas consolações de Deus e nas perseguições do mundo."
Disponibilidade
Em sua saudação ao Papa, o cardeal Agostino Vallini, vigário geral da diocese de Roma, recordou o 60º aniversário de sacerdócio do Pontífice, que será comemorado em 19 de junho.
O purpurado sublinhou que as qualidades sacerdotais de Bento XVI mais apreciadas pelo clero são "a fidelidade, humilde e alegre, sem fissuras, ao Senhor Jesus; a disponibilidade total para servir a Igreja lá onde a Providência o chamou, até o peso formidável do supremo pontificado; o amor à Palavra de Deus e à Liturgia, e a alegria de viver o tempo segundo o ritmo do ano litúrgico; o exercício da inteligência e a paixão pela busca da verdade, para propô-la e defendê-la sem medo; a doçura no trato e a magnanimidade do coração; a serenidade da alma totalmente entregue a Cristo".
Por ocasião da audiência, o Papa também se encontrou com o sacerdote paquistanês Shahzad Niamat, em nome dos sacerdotes, religiosos e seminaristas do Paquistão presentes em Roma.
"Nós explicamos ao Papa a situação dos cristãos no Paquistão, onde dar testemunho da fé às vezes pode levar à morte - disse o padre à agência vaticana Fides. O Santo Padre mostrou-se muito preocupado, manifestou sua solidariedade, seu apoio e nos assegurou suas orações."
"Nós também agradecemos ao Papa por suas palavras e seus recentes apelos dirigidos ao ministro Shahbaz Bhatti, por Asia Bibi, pela lei sobre a blasfêmia", acrescentou, sublinhando que o Pontífice "nos mostrou sua esperança de que as coisas possam mudar e de que no Paquistão possa haver o pleno respeito pela dignidade humana e pela liberdade religiosa".
"Padre não se é em tempo parcial, mas sempre, com toda a alma e com todo o nosso coração", disse ele, segundo a Rádio Vaticano.
"Este ser com Cristo e ser embaixadores de Cristo, este ser para os outros é uma missão que permeia nosso ser e deve penetrar na totalidade do nosso ser", acrescentou.
Fidelidade e serviço
O Pontífice deu uma profunda lectio divina, inspirada no capítulo 20 dos Atos dos Apóstolos, no qual São Paulo fala aos anciãos de Éfeso, e insistiu no significado do serviço e da fidelidade que devem motivar o sacerdote.
O serviço, disse ele, requer uma humildade que não é uma exibição de "falsa modéstia", mas amor pela vontade de Deus, que é preciso anunciar sem "criar a ideia de que o cristianismo é um pacote enorme de coisas para aprender".
O sacerdote, de fato, "não prega um cristianismo à la carte, de acordo com seus próprios gostos, pregando um Evangelho segundo suas próprias ideias favoritas, segundo suas próprias ideias teológicas".
"Ele não deixa de anunciar toda, toda a vontade de Deus, também a vontade incômoda, também os temas que pessoalmente não agradam tanto."
Conversão e vida espiritual
Na Quaresma que acaba de começar, o Papa também falou da conversão, entendida principalmente como uma mudança de mente e coração, não se centrando nas coisas do mundo, tal como se apresentam, mas na presença de Deus no mundo.
"Não percamos o zelo, a alegria de ser chamados pelo Senhor", exortou.
"Deixemos que nossa juventude espiritual se renove", acrescentou ele, pedindo para preservar "a alegria de caminhar com Cristo até o fim, de ‘chegar até o fim da corrida', sempre com o entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço".
Igualmente, exortou a estar "atentos também à nossa vida espiritual, ao nosso ser com Cristo".
"Orar e meditar sobre a Palavra de Deus não é tempo perdido para o cuidado das almas - disse ele -, mas sim a condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e, assim, falar em primeira mão do Senhor para os outros."
"Apesar das dificuldades que a Igreja enfrenta, continuou, não devemos perder a esperança."
"A verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais forte do que todas as forças adversas."
"É com esta alegria, com esta certeza interior, que começamos o nosso caminho (...), nas consolações de Deus e nas perseguições do mundo."
Disponibilidade
Em sua saudação ao Papa, o cardeal Agostino Vallini, vigário geral da diocese de Roma, recordou o 60º aniversário de sacerdócio do Pontífice, que será comemorado em 19 de junho.
O purpurado sublinhou que as qualidades sacerdotais de Bento XVI mais apreciadas pelo clero são "a fidelidade, humilde e alegre, sem fissuras, ao Senhor Jesus; a disponibilidade total para servir a Igreja lá onde a Providência o chamou, até o peso formidável do supremo pontificado; o amor à Palavra de Deus e à Liturgia, e a alegria de viver o tempo segundo o ritmo do ano litúrgico; o exercício da inteligência e a paixão pela busca da verdade, para propô-la e defendê-la sem medo; a doçura no trato e a magnanimidade do coração; a serenidade da alma totalmente entregue a Cristo".
Por ocasião da audiência, o Papa também se encontrou com o sacerdote paquistanês Shahzad Niamat, em nome dos sacerdotes, religiosos e seminaristas do Paquistão presentes em Roma.
"Nós explicamos ao Papa a situação dos cristãos no Paquistão, onde dar testemunho da fé às vezes pode levar à morte - disse o padre à agência vaticana Fides. O Santo Padre mostrou-se muito preocupado, manifestou sua solidariedade, seu apoio e nos assegurou suas orações."
"Nós também agradecemos ao Papa por suas palavras e seus recentes apelos dirigidos ao ministro Shahbaz Bhatti, por Asia Bibi, pela lei sobre a blasfêmia", acrescentou, sublinhando que o Pontífice "nos mostrou sua esperança de que as coisas possam mudar e de que no Paquistão possa haver o pleno respeito pela dignidade humana e pela liberdade religiosa".
domingo, 13 de março de 2011
Sacerdotes não devem pregar cristianismo "à minuta", afirma o Papa
Em seu tradicional encontro ao início da Quaresma aos párocos da diocese de Roma (Itália) da qual é Bispo, o Papa Bento XVI afirmou esta manhã que um sacerdote não deve pregar "um cristianismo à minuta, segundo os próprios gostos".
Na lectio divina com os sacerdotes acompanhados pelo Vigário para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, na Sala da Bênção no Vaticano, o Santo Padre explicou que um presbítero não deve pregar o Evangelho "segundo as próprias idéias preferidas, segundo as próprias idéias teológicas".
O sacerdote, precisou o Papa, "não está isento de anunciar toda, toda a vontade de Deus, inclusive a vontade incômoda, também em temas que pessoalmente não gostem tanto".
Conforme informa Rádio Vaticano, Bento XVI ressaltou que um sacerdote não pode ser um burocrata nem um mero administrador.
O Sacerdote "não é um patrão da fé” e não se pode ser padre em tempo parcial, mas sim com toda a alma e coração. “Este ser com Cristo e ser embaixador de Cristo, este ser para os outros é uma missão que penetra o nosso ser”, destacou o Papa. ".
No serviço sacerdotal é necessária a humildade, que não é exibir uma "falsa modéstia", mas o amor pela vontade de Deus, que graças à humildade do servidor pode ser anunciada em sua integridade, sem condicionamentos ou preferências, sem "criar a idéia de que o cristianismo é um pacote imenso de coisas a ser aprendidas".
O Santo Padre animou os sacerdotes à conversão pessoal "sobre tudo a do pensamento e do coração, para os que a realidade não são as coisas tangíveis ou os fatos do mundo assim como estes se apresentam, mas a realidade é reconhecer a presença de Deus no mundo. Desta visão o sacerdote deve conduzir seu ‘corrida' no mundo, sem perder nunca a força dos inícios".
"Não percamos o zelo, a alegria de sermos chamados pelo Senhor, deixemo-nos renovar nossa juventude espiritual, a alegria de poder andar com Cristo até o fim, de 'levar a corrida ao fim’ sempre no entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço".
O Papa assinalou logo que o sacerdote, como São Paulo, não deve pensar somente em sua "sobrevivência biológica". "É certo, custodiar-se é necessário, mas sem esquecer que oferecer-se a si, até o dom da vida, assimila o sacerdote ao seu modelo, Cristo".
"Somente Deus pode fazer-nos sacerdotes, somente Deus pode escolher os seus sacerdotes e se somos escolhidos, somos escolhidos por Ele. Aqui aparece claramente o caráter sacramental do sacerdócio, que não é uma profissão que deve ser feita porque alguém deve administrar todas as coisas. É uma eleição feita pelo Espírito Santo".
Todo sacerdote, explicou Bento XVI, está também chamado a "velar" e rezar intensamente: "'velem por vocês mesmos': estejamos atentos também à nossa vida espiritual, a nosso ser com Cristo. Rezar e meditar a Palavra de Deus não é um tempo perdido para a cura das almas, mas é condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e assim falar de primeira mão do Senhor aos outros".
Finalmente e após recordar que a Igreja sempre foi e estará sempre ameaçada, o Santo Padre disse que "a verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais fortes que todas as forças adversas... a Deus. E com esta alegria, com esta certeza interior tomemos nosso caminho nos consolos de Deus em meio das perseguições do mundo".
fonte:ACI
Na lectio divina com os sacerdotes acompanhados pelo Vigário para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, na Sala da Bênção no Vaticano, o Santo Padre explicou que um presbítero não deve pregar o Evangelho "segundo as próprias idéias preferidas, segundo as próprias idéias teológicas".
O sacerdote, precisou o Papa, "não está isento de anunciar toda, toda a vontade de Deus, inclusive a vontade incômoda, também em temas que pessoalmente não gostem tanto".
Conforme informa Rádio Vaticano, Bento XVI ressaltou que um sacerdote não pode ser um burocrata nem um mero administrador.
O Sacerdote "não é um patrão da fé” e não se pode ser padre em tempo parcial, mas sim com toda a alma e coração. “Este ser com Cristo e ser embaixador de Cristo, este ser para os outros é uma missão que penetra o nosso ser”, destacou o Papa. ".
No serviço sacerdotal é necessária a humildade, que não é exibir uma "falsa modéstia", mas o amor pela vontade de Deus, que graças à humildade do servidor pode ser anunciada em sua integridade, sem condicionamentos ou preferências, sem "criar a idéia de que o cristianismo é um pacote imenso de coisas a ser aprendidas".
O Santo Padre animou os sacerdotes à conversão pessoal "sobre tudo a do pensamento e do coração, para os que a realidade não são as coisas tangíveis ou os fatos do mundo assim como estes se apresentam, mas a realidade é reconhecer a presença de Deus no mundo. Desta visão o sacerdote deve conduzir seu ‘corrida' no mundo, sem perder nunca a força dos inícios".
"Não percamos o zelo, a alegria de sermos chamados pelo Senhor, deixemo-nos renovar nossa juventude espiritual, a alegria de poder andar com Cristo até o fim, de 'levar a corrida ao fim’ sempre no entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço".
O Papa assinalou logo que o sacerdote, como São Paulo, não deve pensar somente em sua "sobrevivência biológica". "É certo, custodiar-se é necessário, mas sem esquecer que oferecer-se a si, até o dom da vida, assimila o sacerdote ao seu modelo, Cristo".
"Somente Deus pode fazer-nos sacerdotes, somente Deus pode escolher os seus sacerdotes e se somos escolhidos, somos escolhidos por Ele. Aqui aparece claramente o caráter sacramental do sacerdócio, que não é uma profissão que deve ser feita porque alguém deve administrar todas as coisas. É uma eleição feita pelo Espírito Santo".
Todo sacerdote, explicou Bento XVI, está também chamado a "velar" e rezar intensamente: "'velem por vocês mesmos': estejamos atentos também à nossa vida espiritual, a nosso ser com Cristo. Rezar e meditar a Palavra de Deus não é um tempo perdido para a cura das almas, mas é condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e assim falar de primeira mão do Senhor aos outros".
Finalmente e após recordar que a Igreja sempre foi e estará sempre ameaçada, o Santo Padre disse que "a verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais fortes que todas as forças adversas... a Deus. E com esta alegria, com esta certeza interior tomemos nosso caminho nos consolos de Deus em meio das perseguições do mundo".
fonte:ACI
Os Indiferentes
A linha vai paralela à estrada, entre a cidade e o rio. As estações e apeadeiros estão protegidos por cercas de arame e é preciso subir e descer escadas para apanhar o comboio. Cada estação tem duas plataformas altas e, no meio, existe o fosso onde assentam os carris e corre o comboio.
Numa das plataformas, um homem novo destaca-se dos outros porque avança extraordinariamente devagar e tem um andar periclitante. É cego, arrasta os pés como se esperasse a todo o momento encontrar os degraus de uma escada e faz movimentos ansiosos com o braço direito, explorando o espaço à sua volta. Agita a bengala sem parar, num movimento cadenciado ora para a esquerda, ora para a direita e é impossível não reparar nele.
Estou dentro do carro, presa numa fila de trânsito, na estrada que corre ao longo da linha de comboio, e assisto ao descompasso que existe entre o cego e todos os outros que chegam e partem sem olhar para ele. Ou melhor, sem o ver.
Homens e mulheres, rapazes e raparigas cruzam-se no caminho do cego e afastam-se instintivamente para que a bengala não lhes toque. Indiferentes à necessidade imperiosa que o cego tem de encontrar chão debaixo dos pés e à vertigem que é, para ele, o pequeno abismo que separa as duas plataformas, passam sem se deter. Não lhes ocorre sequer pensar que, naquele lugar, ele precisa especialmente de ajuda para se orientar e não cair no fosso dos carris.
Para quem não é cego, ver o chão que se pisa e caminhar com segurança entre buracos e obstáculos é tão natural como respirar e daí, certamente, muita da distracção dos que passam pelo cego. Em todo o caso, aquele homem vai notoriamente aflito com a falta de referências, com o espaço onde se sente inseguro e, ainda, com a ameaça dos degraus e do abismo entre plataformas. Os seus gestos são inquietantes e os seus passos hesitantes mas, mesmo assim, os outros não reparam. Há um rapaz que vem no sentido contrário, de frente para ele, mas que também se afasta no preciso momento em que se cruza com o cego. Deixa-o passar, encosta-se a um poste e segue-o com um olhar abstracto. Mais um que olha sem ver, portanto.
Vista do carro, a cena dói porque o cego continua penosamente a tentar encontrar caminho sem que ninguém pare para o ajudar. Percebe-se que não é maldade, mas indiferença pura. Ninguém quer saber, ninguém está para se ralar, ninguém está ali para ajudar ninguém e, no fundo, todos se sentem desculpados porque afinal o homem é cego e não vê os que, podendo ajudar, não ajudam.
É muito mais fácil não ajudar um cego do que um coxo porque este olha para nós e percebe a nossa indiferença, enquanto o outro não. Acontece que a indiferença mata e, de uma maneira ou de outra, todos sabemos isso. Sabemos porque sentimos, aliás.
E se a indiferença dos outros nos mata porque será que nós próprios persistimos tantas vezes nesta atitude?
Laurinda Alves
F onte:ACI
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